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Dia de Nossa Senhora Aparecida: Santuário Nacional prepara celebrações para milhares de fiéis; conheça a programação e a história da Padroeira do Brasil

O Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, localizado em Aparecida, no interior de São Paulo, prepara uma programação de celebrações religiosas para esta segunda-feira (12 de outubro), Dia de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. A data, que é feriado nacional, deverá reunir milhares de peregrinos de diferentes regiões do país, incluindo Minas Gerais, que viajam até o município paulista para participar de missas, procissões, momentos de oração e homenagens à santa. As atividades integram a Novena e Festa da Padroeira 2026, iniciada no dia 3 de outubro, com uma programação que se estende até a noite do feriado.

Os preparativos para a celebração acontecem em diferentes espaços do complexo religioso, considerado um dos principais destinos de peregrinação católica do mundo. O Santuário Nacional recebe visitantes que chegam em ônibus, automóveis, motocicletas, bicicletas e também a pé, após percorrerem longas distâncias. A movimentação aumenta nos dias que antecedem 12 de outubro, quando grupos organizados de romeiros chegam à cidade para participar das atividades religiosas.

Em 2026, a Novena e Festa da Padroeira tem como tema central “Com Maria, em comunidade, conhecer e praticar a Palavra”. A proposta orienta as celebrações realizadas entre os dias 3 e 12 de outubro, reunindo reflexões sobre a Bíblia, a participação comunitária e a vivência da fé católica. Durante os nove dias da novena, os fiéis participam de momentos de oração, missas e atividades que antecedem a solenidade dedicada à Padroeira do Brasil.

A programação religiosa inclui a Novena da Tarde, realizada às 15h, e a Novena Solene, às 19h, entre os dias 3 e 11 de outubro. Cada celebração apresenta uma reflexão específica dentro do tema geral escolhido para este ano. Além das atividades no interior da Basílica, a programação contempla manifestações religiosas realizadas em outros espaços do Santuário e nas ruas de Aparecida.

Neste sábado (10), as celebrações continuam com missas ao longo do dia e os encontros da novena. Para domingo (11), estão previstas novas atividades religiosas, incluindo a Procissão Memória, marcada para as 20h30, e a Vigília Mariana, que começa às 23h. A programação antecede as celebrações de segunda-feira, quando ocorre a solenidade de Nossa Senhora Aparecida.

A preparação para o feriado também envolve o atendimento aos peregrinos que chegam à cidade depois de percorrer trajetos a pé. Desde sexta-feira (9), o Santuário mantém em funcionamento a Tenda dos Peregrinos, destinada ao acolhimento de pessoas que participam das romarias. O espaço oferece serviços de apoio com a participação de profissionais e voluntários, incluindo lavagem dos pés, alongamentos, massagens, curativos e assistência médica e de enfermagem.

O atendimento na Tenda dos Peregrinos foi organizado para funcionar durante os dias de maior movimentação. Neste sábado (10), o serviço começou às 7h e seguirá de maneira ininterrupta até as 19h de segunda-feira (12). A estrutura busca atender principalmente pessoas que chegam ao Santuário após caminhadas de longa duração, que podem provocar cansaço, dores musculares e ferimentos nos pés.

Outro ponto de atenção nos preparativos é o deslocamento dos peregrinos pelas rodovias de acesso à cidade. A rodovia Presidente Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, recebe grupos de pessoas que seguem a pé em direção ao Santuário. Para este ano, a expectativa é de que mais de 40 mil romeiros utilizem a rodovia durante o período que antecede a festa. As medidas de segurança incluem reforço na sinalização, melhorias na iluminação de determinados trechos e orientações aos participantes das caminhadas.

As operações de segurança também preveem reforço do policiamento para acompanhar a movimentação durante as celebrações. Aproximadamente 660 policiais estão previstos para atuar no esquema de segurança relacionado à festa, com participação de equipes responsáveis pelo policiamento nas áreas de circulação de fiéis e nos acessos rodoviários. A organização considera o aumento no fluxo de visitantes durante o fim de semana prolongado.

A estrutura do Santuário Nacional inclui áreas destinadas às celebrações, espaços para alimentação, comércio, estacionamento, atendimento e visitação religiosa. A Cidade do Romeiro, o Caminho do Rosário, a Basílica Histórica e outros pontos ligados à devoção também integram os locais procurados por visitantes que chegam a Aparecida durante o período das festividades.

Um dos principais momentos da programação acontecerá na segunda-feira (12), quando o Santuário terá atividades desde a madrugada. A Vigília Mariana está prevista para começar à meia-noite, seguida pelo toque dos sinos às 4h45. A primeira missa do dia será celebrada às 5h, dando início à sequência de celebrações dedicadas à Padroeira do Brasil.

Às 7h, outra missa reunirá os fiéis no Santuário Nacional. A Missa Solene, uma das principais celebrações da programação, está marcada para as 9h e será presidida pelo arcebispo de Aparecida, dom Mário Antonio da Silva. Esta será a primeira Festa da Padroeira sob sua liderança desde que assumiu a Arquidiocese de Aparecida, em maio de 2026.

Ao meio-dia, a programação terá o toque dos sinos e a Missa das Crianças, celebração que também integra as atividades tradicionais da festa. A presença de famílias faz parte das comemorações de 12 de outubro, data em que o Brasil também celebra o Dia das Crianças, coincidência que reúne duas comemorações no mesmo feriado nacional.

Durante a tarde, estão previstas missas às 14h e às 16h. Às 15h, ocorrerá a Consagração Solene na Basílica Histórica, também conhecida como Basílica Velha, local ligado às primeiras etapas da expansão da devoção a Nossa Senhora Aparecida. O momento integra a programação oficial dedicada à santa e reúne os participantes em oração.

A missa de encerramento da Festa da Padroeira está marcada para as 18h. Em seguida, às 19h30, está prevista a Procissão Solene, que encerra as principais atividades religiosas do dia. A programação também inclui um espetáculo pirotécnico, previsto para acontecer após a procissão.

As celebrações poderão ser acompanhadas presencialmente e por transmissões de televisão, rádio e plataformas digitais ligadas ao Santuário Nacional. Dessa forma, pessoas que não conseguirem viajar até Aparecida também poderão acompanhar as missas, homenagens e momentos religiosos organizados para o dia 12 de outubro.

A celebração de 2026 acontece 309 anos depois do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida nas águas do Rio Paraíba do Sul, em 1717. O episódio deu origem a uma devoção que começou entre famílias de pescadores no interior paulista e se espalhou por diferentes regiões do Brasil, até alcançar reconhecimento nacional.

A história de Nossa Senhora Aparecida começou em outubro de 1717, quando três pescadores, João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia, saíram para pescar no Rio Paraíba do Sul, nas proximidades de Guaratinguetá, no interior de São Paulo. Naquele período, a região se preparava para receber a passagem de dom Pedro de Almeida e Portugal, conhecido como Conde de Assumar, governador da Capitania de São Paulo e Minas do Ouro.

Os pescadores receberam a tarefa de conseguir peixes para atender à comitiva que passaria pela região. Entretanto, durante as primeiras tentativas, não conseguiram quantidade suficiente. A pescaria ocorreu em um trecho do rio próximo ao Porto Itaguaçu, local que posteriormente se tornou um dos principais pontos de visitação ligados à história da santa.

Durante uma das tentativas, João Alves lançou a rede e retirou das águas o corpo de uma pequena imagem religiosa, que estava sem a cabeça. Em seguida, ao lançar novamente a rede em outro ponto do rio, encontrou a cabeça correspondente à imagem. As duas partes formavam uma representação de Nossa Senhora da Conceição, feita em terracota, material produzido a partir de barro moldado e queimado.

O encontro das duas partes da imagem tornou-se o marco inicial da devoção. Conforme a tradição católica, depois que os pescadores recolheram a peça, conseguiram capturar uma quantidade abundante de peixes, apesar das dificuldades enfrentadas anteriormente. O episódio passou a ser conhecido como a Pesca Milagrosa e integra os relatos religiosos preservados ao longo dos séculos.

Após a pescaria, a imagem foi levada para a casa da família dos pescadores. Silvana da Rocha Alves, mãe de João Alves, reuniu as duas partes e preparou um pequeno espaço para guardar a representação religiosa. A imagem passou a receber orações familiares, dando início às primeiras manifestações de devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

A denominação Aparecida surgiu justamente da maneira como a imagem foi encontrada nas águas do rio. O nome passou a identificar a representação de Nossa Senhora da Conceição e, posteriormente, o povoado que cresceu em torno das manifestações religiosas. Com o passar dos anos, a devoção ganhou novos participantes e começou a atrair pessoas de localidades próximas.

Os primeiros encontros de oração aconteciam em residências, onde moradores se reuniam diante da imagem. Segundo a tradição religiosa, outros acontecimentos passaram a ser associados à intercessão de Nossa Senhora Aparecida, entre eles o episódio das velas que teriam se acendido novamente sem intervenção humana. Esses relatos integram a história da devoção católica e foram transmitidos entre gerações.

Com o aumento no número de pessoas interessadas em conhecer a imagem, surgiu a necessidade de um espaço específico para recebê-las. Em 1732, foi construído um oratório destinado às orações dos devotos. A iniciativa representou uma etapa importante na organização do culto religioso, que até então estava concentrado principalmente no ambiente familiar.

O crescimento das romarias levou à construção de estruturas religiosas maiores. Em 1745, foi inaugurada uma capela no Morro dos Coqueiros para abrigar a imagem e receber os fiéis. O local passou por ampliações e reformas ao longo do tempo, dando origem à igreja que atualmente é conhecida como Basílica Histórica de Nossa Senhora Aparecida.

Durante o século XIX, a devoção continuou se expandindo para outras regiões do Brasil. A imagem passou a receber visitantes de diferentes localidades, enquanto a população do povoado aumentava em razão da circulação de peregrinos. O crescimento das manifestações religiosas contribuiu para o desenvolvimento urbano e comercial da região.

Um episódio ligado à história da imagem ocorreu em 1884, quando a princesa Isabel visitou Aparecida e ofereceu uma coroa de ouro, adornada com pedras preciosas, como homenagem à santa. O objeto passou a integrar os símbolos relacionados à imagem, sendo utilizado posteriormente em uma cerimônia que marcou o reconhecimento da devoção.

Em 1894, os Missionários Redentoristas chegaram a Aparecida e passaram a desenvolver atividades pastorais relacionadas ao atendimento dos peregrinos e à organização das celebrações religiosas. A presença da congregação marcou uma nova etapa na administração do Santuário e na expansão das atividades voltadas aos visitantes.

No dia 8 de setembro de 1904, a imagem de Nossa Senhora Aparecida recebeu a coroação solene, autorizada pelo papa Pio X. A cerimônia reuniu representantes da Igreja Católica e fiéis, consolidando uma das etapas mais importantes da história da devoção. A coroa utilizada na celebração estava relacionada à homenagem feita anteriormente pela princesa Isabel.

Nas primeiras décadas do século XX, a devoção já havia alcançado diferentes estados brasileiros. A realização de romarias e a organização das atividades religiosas fortaleceram a ligação entre Aparecida e os católicos de outras regiões do país. O aumento no número de peregrinos também ampliou a necessidade de espaços para acolhimento e celebrações.

Em 1930, o papa Pio XI proclamou Nossa Senhora da Conceição Aparecida como Padroeira do Brasil. A decisão representou o reconhecimento oficial da devoção no âmbito da Igreja Católica e estabeleceu a imagem como uma das principais referências religiosas do país. A proclamação tornou-se um marco na história de Aparecida e das celebrações dedicadas à santa.

O crescimento contínuo das peregrinações levou ao planejamento de um novo templo, com capacidade para receber um número maior de visitantes. A Basílica Histórica já não atendia às necessidades das celebrações com grande participação de fiéis, especialmente nas datas religiosas de maior movimentação.

A construção da nova Basílica começou na década de 1950, com um projeto de grandes proporções que transformaria a paisagem de Aparecida. O novo complexo religioso foi planejado para abrigar celebrações, áreas de circulação dos visitantes e espaços destinados à organização das atividades religiosas.

Com o avanço das obras, o Santuário Nacional passou a receber celebrações em suas novas instalações. A construção foi realizada ao longo de diferentes etapas, acompanhando o aumento no número de peregrinos e a necessidade de ampliar a estrutura de atendimento aos visitantes.

Em 1980, o papa João Paulo II visitou Aparecida durante sua primeira viagem ao Brasil. Na ocasião, presidiu uma celebração religiosa e consagrou a nova Basílica, em um dos acontecimentos mais conhecidos da história do Santuário Nacional.

A visita papal ampliou a projeção internacional de Aparecida como destino de peregrinação católica. Nos anos seguintes, o complexo religioso continuou recebendo investimentos em infraestrutura, organização de espaços e atendimento aos milhões de visitantes que chegam ao município paulista anualmente.

Outro marco importante ocorreu em 1984, quando a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil reconheceu oficialmente o Santuário como de âmbito nacional. A instituição passou a consolidar ainda mais sua participação na organização das grandes celebrações religiosas e no acolhimento de peregrinos de diferentes estados.

A história de Nossa Senhora Aparecida também está relacionada à escolha de 12 de outubro como data nacional de celebração. Embora a imagem tenha sido encontrada em outubro de 1717, o dia exato do encontro não ficou estabelecido nos registros históricos. A data de 12 de outubro foi consolidada posteriormente no calendário religioso e passou a concentrar as homenagens à Padroeira do Brasil.

A comemoração tornou-se feriado nacional por meio da Lei nº 6.802, de 30 de junho de 1980, que estabeleceu o dia 12 de outubro como feriado dedicado ao culto público e oficial de Nossa Senhora Aparecida. Desde então, a data integra o calendário nacional, com celebrações religiosas realizadas em igrejas, paróquias e comunidades católicas de todo o país.

A relação de Nossa Senhora Aparecida com Minas Gerais também está presente desde os primeiros registros históricos. A pescaria de 1717 aconteceu durante a passagem do Conde de Assumar, autoridade responsável pela administração de territórios que incluíam a região das minas de ouro. Com o crescimento da devoção, peregrinos mineiros passaram a integrar o movimento de romarias em direção ao interior paulista.

Atualmente, moradores de Divinópolis, Itaúna, Formiga, Pará de Minas, Oliveira e de outras cidades do Centro-Oeste mineiro encontram em Aparecida um destino de peregrinação religiosa. As viagens podem ocorrer ao longo de todo o ano, mas o período de outubro concentra as principais celebrações dedicadas à Padroeira do Brasil.

A cidade de Aparecida também preserva locais ligados diretamente aos acontecimentos históricos que deram origem à devoção. O Porto Itaguaçu, associado ao encontro da imagem em 1717, permanece como um dos pontos procurados pelos peregrinos. A Basílica Histórica, por sua vez, conserva parte da trajetória de expansão do culto religioso antes da construção do atual Santuário Nacional.

Outro espaço ligado à tradição é a Sala das Promessas, onde são reunidos objetos entregues por devotos como forma de agradecimento por graças que acreditam ter recebido. Fotografias, peças de vestuário e outros itens integram o acervo, que representa diferentes formas de expressão da religiosidade popular.

O Santuário Nacional também abriga a imagem original de Nossa Senhora Aparecida, encontrada no Rio Paraíba do Sul há mais de três séculos. A peça é mantida em um nicho especialmente preparado para visitação, permitindo que os peregrinos se aproximem de um dos principais símbolos da devoção católica brasileira.

Ao longo de 309 anos, a imagem encontrada por três pescadores passou de um pequeno altar doméstico para um Santuário que recebe milhões de visitantes. A transformação do povoado em um centro religioso de projeção nacional ocorreu em diferentes etapas, envolvendo a construção de igrejas, a organização das romarias e o reconhecimento da devoção pela Igreja Católica.

Em 2026, as comemorações de Nossa Senhora Aparecida continuam com a programação religiosa iniciada em 3 de outubro e encerrada no feriado de segunda-feira (12). O calendário reúne missas, momentos de oração, procissões e atividades de acolhimento, mantendo a tradição das celebrações realizadas anualmente no município paulista.

A programação oficial prevê o encerramento das festividades às 19h30 de segunda-feira, com a Procissão Solene e o espetáculo pirotécnico. As atividades marcam mais um ano de celebrações dedicadas à Padroeira do Brasil, cuja história teve início em 1717, nas águas do Rio Paraíba do Sul.

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Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.

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