Minas Gerais

Camisas antigas de Atlético e Cruzeiro com marcas de bets poderão continuar à venda mesmo após proibição dos patrocínios

Camisas de Atlético e Cruzeiro que já haviam sido produzidas com as marcas de casas de apostas poderão continuar sendo comercializadas mesmo após a entrada em vigor das novas regras que impedem a publicidade das bets no Brasil. A medida permite a venda dos estoques existentes, mas não autoriza a fabricação de novos uniformes utilizando as marcas das empresas que deixaram de patrocinar os clubes.

As informações acompanhadas pelo Portal G37 indicam que a autorização alcança peças produzidas antes da mudança das regras. No caso dos dois principais clubes mineiros, estão incluídas camisas do Atlético com a marca da H2bet e uniformes do Cruzeiro que trazem a Betnacional como patrocinadora principal.

O entendimento evita que fabricantes, distribuidores e comerciantes tenham de retirar imediatamente do mercado produtos que foram confeccionados enquanto os contratos de publicidade ainda eram permitidos. Dessa forma, camisas disponíveis em lojas físicas, comércio eletrônico e estoques de distribuidores poderão continuar sendo vendidas até que as unidades existentes sejam comercializadas.

A permissão, porém, está limitada aos produtos que já estavam fabricados. A partir das novas regras, não poderá haver produção de novos lotes de camisas utilizando as marcas das casas de apostas atingidas pela proibição. A diferença está, portanto, entre a venda de um produto já existente e a criação de uma nova peça com publicidade de uma bet.

A mudança também afeta diretamente o uso dos uniformes pelos jogadores. Atlético e Cruzeiro não poderão manter as marcas das empresas de apostas nos uniformes utilizados em partidas, treinamentos ou outras atividades oficiais em que a exposição seja caracterizada como publicidade.

A restrição também alcança outros espaços utilizados pelos clubes para divulgação comercial. As marcas das bets deixam de poder aparecer em placas de publicidade nos estádios, painéis de entrevistas, conteúdos promocionais, canais digitais e outras ações institucionais voltadas à exposição dos patrocinadores.

No Atlético, a H2bet ocupava o espaço de patrocinador máster do uniforme. O acordo foi encerrado após as mudanças relacionadas ao funcionamento e à publicidade das casas de apostas. O clube já passou a realizar atividades sem a exposição da empresa e deverá definir posteriormente como ficará o principal espaço comercial da camisa.

No Cruzeiro, a Betnacional também aparecia como patrocinadora principal do uniforme. A marca começou a ser retirada dos espaços institucionais do clube após a entrada em vigor das novas determinações, incluindo os canais oficiais utilizados para divulgação dos parceiros comerciais.

Para o torcedor, a principal mudança é que a camisa comprada anteriormente não se torna irregular por apresentar a marca de uma casa de apostas. Da mesma forma, quem encontrar uma peça antiga nos estoques das lojas poderá adquirir o produto normalmente, desde que se trate de uniforme produzido antes das novas restrições.

Também não existe obrigação para que o consumidor retire ou cubra a marca existente em uma camisa já adquirida. A restrição está direcionada à exploração comercial e publicitária pelas empresas e clubes, e não ao uso individual de produtos comprados anteriormente pelos torcedores.

A situação cria um período de transição no mercado de materiais esportivos. Enquanto as camisas antigas permanecem disponíveis até o fim dos estoques, os novos lotes deverão ser produzidos sem as marcas das empresas de apostas que ocupavam espaços de patrocínio nos uniformes.

As mudanças também obrigam os clubes a reorganizar contratos comerciais e procurar alternativas para espaços que até recentemente estavam entre os mais valorizados dos uniformes. O patrocínio máster ocupa normalmente a região central da camisa e representa uma das principais propriedades comerciais negociadas pelas equipes.

Atlético e Cruzeiro estão entre os clubes diretamente afetados pela alteração porque mantinham casas de apostas em posição de destaque nos respectivos uniformes. A retirada das marcas não altera os resultados esportivos ou os vínculos dos jogadores, mas modifica a apresentação comercial das equipes e exige adequações nos materiais utilizados.

O Portal G37 acompanha os efeitos das novas regras sobre os clubes brasileiros e o mercado esportivo. Para os torcedores de Atlético e Cruzeiro, o cenário definido até agora permite a compra e o uso das camisas antigas com H2bet e Betnacional, enquanto novos uniformes não poderão continuar sendo fabricados com a publicidade dessas empresas.

Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.

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