Minas Gerais registra 110 denúncias de assédio eleitoral e ocupa segundo lugar no país
Minas Gerais encerrou o primeiro turno das eleições de 2026 com 110 denúncias de assédio eleitoral registradas até domingo (4). O número coloca o estado na segunda posição entre as unidades da Federação com maior quantidade de registros no país. Em todo o Brasil, foram contabilizadas 991 denúncias relacionadas a possíveis situações de pressão, constrangimento ou tentativa de influência política no ambiente de trabalho.
Os números acompanhados pelo Portal G37 mostram que houve aumento das denúncias justamente nos últimos dias antes da votação. Na sexta-feira (2), último dia útil antes do primeiro turno, Minas Gerais contabilizava 94 registros. Até domingo, esse número passou para 110, com 16 novas denúncias apresentadas no período final da campanha eleitoral.
O crescimento também ocorreu em todo o país. Na sexta-feira, eram 851 denúncias de assédio eleitoral registradas nacionalmente. Até o encerramento do primeiro turno, o total chegou a 991, o que representa 140 novos registros em poucos dias.
São Paulo terminou o primeiro turno com o maior número de denúncias, somando 158 ocorrências. Minas Gerais aparece em segundo lugar, com 110, enquanto o Rio de Janeiro ocupa a terceira posição, com 93 registros. Juntos, os três estados concentraram 361 denúncias.
| Local ou período | Número de denúncias |
|---|---|
| Brasil até 4 de outubro | 991 |
| Brasil em 2 de outubro | 851 |
| São Paulo até 4 de outubro | 158 |
| Minas Gerais até 4 de outubro | 110 |
| Minas Gerais em 2 de outubro | 94 |
| Rio de Janeiro até 4 de outubro | 93 |
| Minas Gerais somente em setembro | 74 |
| Minas Gerais de 1º a 4 de outubro | 21 |
Em Minas Gerais, o crescimento dos registros ficou concentrado principalmente nas semanas que antecederam a eleição. Somente em setembro foram contabilizadas 74 denúncias. Nos quatro primeiros dias de outubro, outras 21 queixas foram registradas, ampliando o total estadual às vésperas da votação.
A distribuição das 110 denúncias também mostra diferenças entre as unidades regionais responsáveis pelo atendimento no estado. Belo Horizonte concentra o maior número, com 50 registros. Uberlândia aparece na segunda posição, com 20, enquanto Divinópolis ocupa o terceiro lugar, com 10 denúncias.
| Unidade / cidade-sede em Minas Gerais | Denúncias |
|---|---|
| Belo Horizonte | 50 |
| Uberlândia | 20 |
| Divinópolis | 10 |
| Coronel Fabriciano | 7 |
| Patos de Minas | 7 |
| Varginha | 7 |
| Juiz de Fora | 2 |
| Montes Claros | 2 |
| Pouso Alegre | 2 |
| Teófilo Otoni | 2 |
| Governador Valadares | 1 |
| Total em Minas Gerais | 110 |
Os números apresentados por cidade correspondem às unidades responsáveis pelo recebimento e acompanhamento das denúncias. Isso significa que os registros atribuídos a uma determinada unidade podem abranger também municípios atendidos naquela região, não necessariamente apenas ocorrências registradas dentro dos limites da cidade-sede.
Depois de Belo Horizonte, Uberlândia e Divinópolis, aparecem Coronel Fabriciano, Patos de Minas e Varginha, todas com sete denúncias. Juiz de Fora, Montes Claros, Pouso Alegre e Teófilo Otoni contabilizaram duas ocorrências cada, enquanto Governador Valadares registrou uma denúncia.
O assédio eleitoral acontece quando uma relação de trabalho é utilizada para pressionar, constranger ou influenciar a escolha política de um trabalhador. A prática pode ocorrer por meio de cobranças, ameaças, exigências, promessas de benefícios ou outras formas de interferência na liberdade de escolha durante o período eleitoral.
A legislação garante ao trabalhador liberdade de consciência e o direito ao voto secreto. Relações profissionais não podem ser utilizadas para obrigar funcionários a apoiar candidatos, participar de atividades políticas ou adotar determinada posição eleitoral.
Entre os casos registrados em Minas Gerais durante o primeiro turno está uma ocorrência em Bom Despacho, no Centro-Oeste do estado. O episódio envolveu uma indústria de calçados após uma denúncia relacionada à realização de atividade de campanha eleitoral dentro das dependências da empresa.
O caso chegou à esfera judicial nos últimos dias de setembro, diante da proximidade da votação. Foram adotadas medidas para impedir a repetição de atividades de campanha dentro do ambiente de trabalho e preservar a liberdade de escolha dos funcionários.
Entre as determinações estavam a proibição de atividades de campanha no ambiente profissional, a divulgação de orientações relacionadas ao voto livre e secreto e a realização de ações internas destinadas à prevenção de situações que pudessem caracterizar assédio eleitoral.
O encerramento do primeiro turno não encerra a análise das denúncias já apresentadas. Cada registro pode passar por avaliação específica para verificar as circunstâncias relatadas, os elementos disponíveis e a eventual necessidade de adoção de medidas relacionadas ao caso.
O calendário eleitoral também continua com o segundo turno marcado para 25 de outubro. Durante esse período, novas denúncias relacionadas a possíveis situações de assédio eleitoral ainda poderão ser registradas em Minas Gerais e em outros estados.
O Portal G37 continuará acompanhando a evolução dos números durante o período que antecede o segundo turno. Até o encerramento da votação de domingo, Minas Gerais acumulava 110 denúncias de assédio eleitoral, atrás apenas de São Paulo, enquanto o total nacional chegava a 991 registros.




















