Polícia

Mulher morta a facadas em Carmo da Mata é sepultada e ex-companheiro continua foragido

Uma mulher de 30 anos, identificada como Rafaela Gonçalves Vaz dos Santos, foi sepultada na noite de segunda-feira (19 de outubro), poucas horas depois de ser morta a facadas dentro de sua residência, no Residencial Belo Horizonte, em Carmo da Mata, no Centro-Oeste de Minas Gerais. O crime aconteceu por volta das 6h30 e tem como principal suspeito o ex-companheiro da vítima, identificado como Ualace Oliveira, que fugiu após o ataque. Os três filhos da mulher estavam na casa no momento das agressões, e uma das filhas, adolescente, tentou impedir que a mãe continuasse sendo atacada. A PM realizou buscas na região, mas o investigado permanecia foragido até as últimas informações divulgadas nesta terça-feira (20).

O assassinato aconteceu em uma residência localizada nas proximidades do Parque de Exposições de Carmo da Mata. As informações levantadas durante o atendimento da ocorrência indicam que o suspeito havia procurado a ex-companheira ainda durante a madrugada. Por volta de 1h, ele teria ido até o imóvel e tentado entrar na residência, chegando a pular o muro. A mulher não permitiu sua entrada, e o homem deixou o endereço. Algumas horas depois, ele teria retornado ao local, quando aconteceu o ataque que provocou a morte da vítima.

Durante as agressões, Rafaela foi atingida por golpes de faca. Uma de suas filhas, que presenciou a situação, tentou intervir utilizando uma cadeira para impedir que o agressor continuasse atacando a mãe. Apesar da tentativa de interromper a violência, a mulher sofreu ferimentos graves. Os outros dois filhos também estavam na residência no momento do crime, mas não há confirmação de que tenham presenciado diretamente as agressões. A presença das crianças no imóvel passou a integrar os elementos considerados durante a apuração das circunstâncias do assassinato.

Após ser ferida, Rafaela recebeu socorro e foi encaminhada à Santa Casa de Misericórdia de Carmo da Mata. Entretanto, não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade hospitalar. Durante os levantamentos realizados no endereço, os policiais identificaram vestígios de sangue na rua, em frente à residência. As marcas levantaram a possibilidade de que a vítima tenha tentado sair do imóvel para pedir ajuda depois de ser atingida. As circunstâncias exatas da movimentação da mulher durante o ataque ainda dependem da apuração.

O principal suspeito fugiu antes da chegada das equipes policiais. Uma testemunha relatou ter visto um homem caminhando em direção a um conjunto de casas populares em construção, localizado nas proximidades da residência. Conforme a descrição apresentada, ele vestia uma blusa de moletom clara com manchas de sangue, bermuda e carregava uma faca com cabo preto. Essas informações foram consideradas durante as diligências realizadas para tentar localizar o investigado.

A PM iniciou buscas em Carmo da Mata e nas regiões próximas após receber as informações sobre o assassinato. O ex-companheiro da vítima, Ualace Oliveira, passou a ser procurado como principal suspeito do crime. A ocorrência foi registrada como feminicídio consumado, e as investigações buscam esclarecer as circunstâncias do ataque, incluindo os acontecimentos que antecederam a morte da mulher. Até as atualizações divulgadas nesta terça-feira, não havia confirmação de que o suspeito tivesse sido localizado ou preso.

O sepultamento de Rafaela Gonçalves ocorreu na noite de segunda-feira, no mesmo dia do assassinato. A mulher tinha 30 anos e deixou três filhos, que estavam na residência quando aconteceu o ataque. Enquanto familiares e amigos se despediam da vítima, as forças de segurança mantinham as diligências destinadas à localização do ex-companheiro apontado como suspeito das agressões.

As investigações deverão considerar os relatos sobre as duas ocasiões em que o homem teria procurado a residência da ex-companheira, inicialmente durante a madrugada e, posteriormente, no horário em que aconteceu o assassinato. Os depoimentos das testemunhas, os vestígios encontrados no local e as informações reunidas durante o atendimento policial poderão contribuir para esclarecer a dinâmica do crime e determinar as responsabilidades.

O caso é investigado como feminicídio, crime caracterizado pelo assassinato de uma mulher por razões relacionadas à condição do sexo feminino, incluindo situações de violência doméstica e familiar. A legislação brasileira prevê pena de reclusão de 20 a 40 anos para o feminicídio, com possibilidade de aumento conforme as circunstâncias estabelecidas em lei. A definição da responsabilidade criminal dependerá dos resultados das investigações e das decisões judiciais.

Informações que possam contribuir para a localização do suspeito podem ser comunicadas à PM pelo telefone 190. A população também pode utilizar o Disque-Denúncia Unificado, pelo número 181, para encaminhar informações de forma anônima. O caso permanece sob investigação, e o ex-companheiro da vítima continuava sendo procurado até a última atualização disponível.

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Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.

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