Minas Gerais

Seminário História Afro-Indígenas de Oliveira “Modos de vida, festas e territorialidade” é realizado na cidade

O Seminário História Afro-Indígenas de Oliveira “Modos de vida, festas e territorialidade”é realizado pelo Encontro de Cultura Afro-brasileira de Oliveira, nos dias 24 e 25 de agosto. O seminário é gratuito, com direito a certificação e as inscrições devem ser feitas pela internet no site sympla.com

Quem esquece de onde veio, não sabe para onde vai! Nos dias 24 e 25 de agosto, o Encontro de Cultura Afro-brasileira de Oliveira realizará na cidade o Seminário: História Afro-indígenas de Oliveira “Modos de vida, festas e territorialidade”. O evento acontecerá na Escola Estadual Dr. José Maria Lobato (Polivalente) e na Estação Cultural Dr. Fromm. O seminário é resultado da aprovação, em 3º lugar no estado de Minas Gerais, do projeto apresentado pelo coletivo para concorrer ao prêmio do edital 01/2023 do Fundo Estadual de Cultura – Afromineiridades – Pessoa Física.

O objetivo do seminário é dialogar, divulgar e produzir conhecimento sobre a história afro-indígenas de Oliveira, apagada e ignorada da dita história oficial do município. O evento é gratuito e as inscrições devem ser feitas até o dia 23 de agosto pela internet. O link para inscrição, a programação, os palestrantes e outras informações estão disponível nas redes sociais do coletivo Encontro de Cultura Afro-brasileira de Oliveira. 

O público alvo é jovem a partir de 16 anos, adultos, idosos, pesquisadores e pesquisadoras de diferentes áreas do conhecimento, mestras e mestres dos saberes tradicionais, reinadeiros e reinadeiras, lideranças de bairros e coletivos sociais, lideranças políticas, agentes culturais, grupos de estudo e pesquisa, professores e professoras, educadores e educadoras e toda comunidade interessada.

Durante o evento haverá mesas de debate com acadêmicos, mestres e mestras de saberes tradicionais de Oliveira, valorizando assim o povo da terra, e outros profissionais/pesquisadores que estudam e vivenciam as origens afro-indígenas. Para além das mesas, o seminário terá em sua programação, a exibição dos filmes “Aprendendo a falar com o vento” e Filme – Kalunga do Rosário do Capitão Washington Luís. Após a exibição acontecerá debate com a comunidade.  Além de roda de capoeira e dança circular.

No encerramento, no domingo a partir das 14h, será realizada a contrapartida com apresentação de roda de samba na Estação Cultural Dr. Fromm.  O show será dos cantores Tia Elza, Val do Cavaco e do grupo de samba de terreiro Zikula Nizila.  A propotente do projeto, Sônia Maria dos Santos, fará participação especial na apresentação falando para o público sobre a importância cultural do samba para Oliveira.

Programação do Seminário

Sábado 24/08 – Local: Escola Estadual Dr. José Maria Lobato (Polivalente)

8h30 Credenciamento e cafezinho

9h00 Abertura: Dança Circular

9h30 Mesa 1 Contribuições do povo negro e indígena para o patrimônio de Oliveira.

Palestrantes: Capitã Pedrina, Heraldo Laranjo e Viviane Soares

11h Debate

12h Almoço

14h Exibição e debate sobre o Documentário: Kalunga do Rosário

15h Mesa 2: Quebrando o silêncio: Narrativas construídas sobre as violências contra os indígenas e a busca por uma história a ser contada.

Palestrantes: Paulo Campos e Pedro da Maura

16h Debate

17h Cafezinho

17h30 Apresentação Capoeira

18h Encaminhamentos 

Domingo 25/08 – Local: Escola Estadual Dr. José Maria Lobato (Polivalente)

9h Exibição do documentário: “Onde aprendo a falar com o vento”

10h Mesa 3: Revisitando histórias e memórias da escravidão e pós abolição da cidade de Oliveira/MG

Palestrantes:  Leonam Carvalho, Daiane Oliveira e Ana Luzia da Silva Morais

11h Almoço

14h Local: Estação Cultural Dr. Fromm – Roda de Samba com Tia Elza, Val do Cavaco e Jikula Nzila

Sobre o ECAO

Fundado em 2012 pelas irmãs: Ana Paula da Silva, Ana Patrícia da Silva Morais, Ana Fabrícia da Silva e Ana Luzia da Silva Morais com o objetivo de promover conhecimento, identificação, mobilização e ação acerca da realidade dos afrodescendentes na cidade de Oliveira. Em 2012, o projeto foi contemplado pela Fundação Nacional de Artes (Funarte) com recursos financeiros do Fundo Nacional de Cultura (FNC) para a realização de suas atividades. Estimular o debate acerca das relações étnico raciais é um dos desafios do processo de ensino e aprendizagem da história e da cultura afro-brasileira e africana e também um dos objetivos do Encontro de Cultura Afro-brasileira de Oliveira.

O Coletivo nasceu com a perspectiva de lançar novos olhares sobre a cultura local e atender à necessidade de concepção de estudantes, educadores, artistas, agentes políticos, empreendedores e sociedade civil que desejam se aprofundar no conhecimento de questões ligadas ao patrimônio material e imaterial do município deste universo. A proposta, é trazer para o debate a participação do afro-brasileiro e toda a comunidade Oliveirense, na construção da história e da identidade cultural do município. Contribuir com a formação e identificação da população local, pois esta herança é fundamental na construção da identidade do povo brasileiro. Proteger e irradiar as expressões culturais e estimular na sociedade contemporânea a consciência de preservação cultural e patrimonial e promover o estímulo ao conhecimento dos bens e valores locais.

Outro objetivo do encontro é funcionar como uma plataforma de debates e experiências sobre as ideias que norteiam as discussões contemporâneas a respeito da diversidade cultural, fundamentada no viés da multiplicidade de campos do saber. O Coletivo, promove há quase 12 anos, atividades abertas à comunidade de Oliveira e região, nas escolas e instituições parceiras. Os membros da coordenação são detentores e estão em formação acadêmica, técnica e em interação com outros grupos de promoção deste conhecimento. Sem nenhum tipo de apoio ou financiamento público a responsabilidade e missão do coletivo perpassa pela necessidade de saber, buscar compreender, identificar, mobilizar para a promoção do questionamento que gera mudança no universo cultural da cidade. Ainda dentro do encontro nasceu o projeto de Carnaval com o Bloco do Capitão, que surgiu de uma das necessidades deste amplo universo, que é a valorização, permanência e costura com os novos tempos da identidade carnavalesca de Oliveira.

Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.
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