Mulher incendeia casa com tia acamada e adolescente dentro e foge

Uma mulher de 39 anos é apontada como responsável por incendiar uma casa onde estavam a própria tia, uma idosa de 73 anos com dificuldades severas de locomoção, e uma adolescente de 16 anos. O caso aconteceu na noite deste sábado (12), no bairro Madre Gertrudes, na região Oeste de Belo Horizonte. Após o início das chamas, a mulher deixou o local e, até a última atualização divulgada pelas autoridades, não havia sido localizada.
O incêndio ocorreu por volta das 21h10, na Rua Jaime Salse. Conforme as informações registradas na ocorrência, moradores perceberam as chamas e ouviram pedidos de socorro vindos do imóvel. A porta da residência estava trancada, e os vizinhos precisaram arrombar o acesso para entrar na casa e retirar as pessoas que permaneciam no interior enquanto a fumaça e o calor se espalhavam pelos cômodos.
A adolescente de 16 anos foi encontrada próxima à escada de saída e retirada pelos moradores. Em seguida, os vizinhos foram até o quarto onde estava a idosa de 73 anos. A mulher é acamada e apresenta graves dificuldades de locomoção, o que impossibilitava que ela deixasse a residência sem ajuda durante o incêndio.
Quando o resgate começou, a casa já estava tomada por fumaça e calor intenso. Os próprios moradores conseguiram retirar as duas antes da chegada do Corpo de Bombeiros. A idosa recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e foi encaminhada para a UPA Leste. Não havia, na última atualização, informação de agravamento do estado de saúde dela.
Quando os bombeiros chegaram ao endereço, a idosa e a adolescente já estavam fora da residência. As equipes iniciaram o combate às chamas e, depois de controlar o incêndio, realizaram o rescaldo para eliminar focos remanescentes e evitar que o fogo voltasse a atingir o imóvel.
A Polícia Civil também foi acionada e a perícia realizou os levantamentos necessários. A investigação deverá esclarecer a dinâmica completa do incêndio, incluindo onde as chamas começaram, como a porta da residência ficou trancada e quais circunstâncias antecederam a ocorrência.
Testemunhas relataram que a mulher de 39 anos seria usuária de drogas e que não seria a primeira vez que teria provocado fogo no imóvel da tia. Moradores também afirmaram que ela teria o costume de queimar fios de cobre no local. Essas informações fazem parte dos relatos colhidos após o incêndio e deverão ser analisadas pelas autoridades durante a investigação.
Após o início do incêndio, a mulher deixou o endereço. Até a última atualização, não havia confirmação de que ela tivesse sido localizada ou presa. Também não foi divulgada oficialmente a motivação para o ocorrido.
A Defesa Civil de Belo Horizonte foi acionada para avaliar as condições da residência depois que os bombeiros concluíram o combate às chamas. No primeiro pavimento foram encontrados danos provocados pelo incêndio, entre eles desplacamento de revestimentos, comprometimento da rede elétrica, marcas de fuligem e materiais resultantes do rescaldo.
Os danos atingiram diferentes ambientes, incluindo varanda, sala e quarto, além da área em frente ao imóvel. No segundo pavimento, os técnicos identificaram principalmente marcas de fuligem, sem outras alterações significativas aparentes durante a vistoria inicial.
Como medida preventiva, os ambientes atingidos foram isolados para impedir o acesso e reduzir a exposição dos moradores aos riscos existentes após o incêndio. A Defesa Civil também prestou assistência emergencial à família e disponibilizou uma cesta básica, dois colchões, dois cobertores e dois lençóis.
Um dos pontos que ainda deverá ser esclarecido pela investigação é se a mulher trancou deliberadamente a porta antes de deixar o imóvel. Embora as vítimas tenham sido encontradas dentro da casa com o acesso fechado, essa circunstância ainda depende da conclusão dos levantamentos policiais.
A Polícia Civil deverá reunir depoimentos de moradores, familiares e testemunhas, além das informações produzidas pela perícia, para esclarecer a motivação, a dinâmica do incêndio e a responsabilidade criminal da mulher apontada como autora.
Até a última atualização, a suspeita continuava sendo procurada, enquanto a idosa e a adolescente já estavam fora do imóvel e recebiam a assistência necessária após o incêndio.









