Minas Gerais

Homem que se passava por pai de santo é denunciado pelo MPMG por estupro de vulnerável

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 26ª Promotoria de Justiça que oficia junto à Vara Especializada em Crimes contra Crianças e Adolescente (Vecca), da comarca de Belo Horizonte, ofereceu denúncia contra C.D.C. pela prática dos crimes de estupro de vulnerável e de violação sexual. Os crimes teriam sido praticados mediante fraude, por várias vezes, contra três jovens adolescentes que tinham idades entre 12 e 14 anos à época dos fatos.

Na denúncia, feita no último dia 7, foi requerida também a condenação do denunciado ao pagamento de indenização por danos morais causados às vítimas. C.D.C. se encontra preso preventivamente.

Apurou-se que o denunciado se apresentava na região como pai de santo e atraiu as menores, a pretexto de benzê-las e de apresentar a elas sua religião. As menores passaram a frequentar o quarto dos fundos da relojoaria do réu, no Bairro Céu Azul, em Belo Horizonte, onde passaram a ser submetidas por ele a diversos atos libidinosos, por dezenas de vezes, a pretexto de se tratar de ritual religioso.

Os atos libidinosos praticados pelo denunciado eram graves. Ao final dos abusos, o denunciado sempre pedia às menores que não contassem a ninguém sobre os supostos rituais e eventualmente lhes dava presentes (objetos religiosos ou pequenos agrados). O denunciado se recusava a benzer pessoas do gênero masculino.

O MPMG orienta os pais a procurar a Ouvidoria do Ministério Público caso suspeitem que os filhos tenham sido vítimas de crimes relacionados ou em casos semelhantes. Os telefones para contato são: 127 e 3330-9504.

A manifestação pode ser feita também pela internet, no portal do MPMG, na seção Atendimento ao Cidadão.

Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.
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