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Programa em Divinópolis oferece auxílio-moradia e acompanhamento para jovens que deixam instituições de acolhimento

Jovens que deixam instituições de acolhimento ao atingir a maioridade contam com um serviço de apoio à transição para a vida adulta em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. O Serviço de Transição Assistida para a Vida Adulta (STAVA) atende pessoas de 18 a 21 anos que passaram pelo acolhimento institucional e precisam de suporte para conquistar independência. Atualmente, 17 jovens são acompanhados pela iniciativa, que oferece auxílio financeiro para moradia, orientação profissional e acompanhamento em áreas como educação, trabalho, saúde emocional e organização financeira. Criado em 2023, o serviço foi regulamentado em setembro de 2026 e busca garantir que a saída das instituições ocorra de maneira planejada, com acompanhamento individualizado.

O STAVA foi desenvolvido para atender jovens que, após completarem 18 anos, precisam deixar os serviços de acolhimento institucional e iniciar uma nova etapa fora dessas unidades. A mudança envolve responsabilidades relacionadas à moradia, à administração do próprio dinheiro, à continuidade dos estudos e à inserção no mercado de trabalho. Para esse público, o programa disponibiliza acompanhamento técnico e recursos destinados a auxiliar na organização da vida cotidiana, considerando as necessidades individuais de cada participante.

A iniciativa começou a ser estruturada em 2023, como proposta de política pública voltada à população jovem que passou pelo acolhimento institucional. Em 8 de setembro de 2026, o serviço foi regulamentado pela Lei Municipal nº 9.757, estabelecendo sua continuidade dentro da rede de atendimento social de Divinópolis. A regulamentação representa uma etapa de formalização da política de acompanhamento, que atualmente beneficia 17 jovens em processo de desenvolvimento de autonomia.

Entre os principais benefícios oferecidos está o auxílio financeiro destinado à moradia. O recurso pode ser concedido por até 18 meses, com possibilidade de prorrogação mediante avaliação da equipe de referência. Durante esse período, os participantes recebem acompanhamento para organizar as despesas pessoais, administrar os recursos disponíveis e desenvolver habilidades necessárias à manutenção de uma residência. O atendimento considera que a independência financeira e habitacional envolve diferentes etapas de preparação.

O serviço também desenvolve ações relacionadas à educação e à qualificação para o trabalho. Os jovens recebem orientação para dar continuidade aos estudos, buscar oportunidades profissionais e estabelecer objetivos relacionados à formação e à geração de renda. O acompanhamento inclui questões de saúde emocional, fortalecimento de vínculos afetivos e comunitários e organização financeira, permitindo que cada participante receba atendimento de acordo com sua situação e suas necessidades.

Uma das características do STAVA é a elaboração do Plano Individual do Desenvolvimento (PID), instrumento utilizado para organizar as metas e as ações previstas durante o acompanhamento. O documento é construído de maneira individualizada, com a participação dos jovens e das equipes técnicas responsáveis pelo atendimento. A partir desse planejamento, são estabelecidos objetivos relacionados à moradia, aos estudos, ao trabalho e às demais áreas consideradas necessárias para o processo de transição.

A preparação para a vida adulta pode começar antes do desligamento institucional. Adolescentes a partir dos 16 anos que não possuem perspectiva de retorno ao convívio familiar participam de ações destinadas ao desenvolvimento da autonomia. O acompanhamento nessa etapa busca preparar os jovens para as responsabilidades que surgirão após a maioridade, permitindo que questões como organização pessoal, planejamento financeiro e continuidade da formação sejam trabalhadas enquanto ainda estão acolhidos.

O planejamento antecipado também permite que as equipes técnicas identifiquem necessidades específicas e estabeleçam medidas de apoio antes da saída da instituição. A proposta é organizar a transição de forma gradual, considerando as condições de cada adolescente e as possibilidades de construção de uma rotina fora do acolhimento. Dessa maneira, o desligamento institucional passa a integrar um processo de preparação acompanhado por profissionais da rede de assistência social.

Após a saída do serviço de acolhimento, os jovens podem continuar recebendo acompanhamento técnico durante a adaptação à nova realidade. O atendimento envolve orientações sobre questões práticas do cotidiano, apoio na definição de objetivos e acompanhamento das dificuldades identificadas ao longo desse período. A continuidade do suporte busca contribuir para que os participantes desenvolvam condições de administrar a própria vida e mantenham acesso aos serviços necessários.

A atuação do STAVA também considera a importância dos vínculos sociais e comunitários no processo de transição. Além das questões relacionadas à renda e à moradia, o acompanhamento trabalha o fortalecimento das relações pessoais e a participação dos jovens em diferentes espaços da comunidade. Essas atividades integram o planejamento individual e são desenvolvidas de acordo com as necessidades identificadas durante o atendimento.

Em Divinópolis, os 17 jovens atualmente atendidos participam de uma política pública destinada especificamente à fase posterior ao acolhimento institucional. O serviço reúne auxílio financeiro para moradia, acompanhamento técnico e ações relacionadas à formação educacional, ao trabalho, à saúde emocional e à organização da vida cotidiana. A regulamentação estabelecida pela Lei Municipal nº 9.757, de 8 de setembro de 2026, formalizou a continuidade desse atendimento no município.

O acompanhamento previsto pelo STAVA pode começar durante a adolescência, seguir após a maioridade e continuar ao longo da adaptação à vida adulta. O auxílio-moradia possui duração inicial de até 18 meses, com possibilidade de prorrogação após avaliação técnica. Atualmente, o programa atende 17 jovens de 18 a 21 anos que passaram por instituições de acolhimento e estão em processo de construção de uma vida independente.

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Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.

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