Copasa é acusada de transferências forçadas e adoecimento
Em audiência pública em Belo Horizonte, representantes relataram casos de sofrimento psicológico, questionaram o cumprimento da NR 1 e pediram a suspensão das mudanças até a apuração dos fatos.
Pressão por mudança
Segundo o diretor financeiro do Sindágua, Wanderci Gomes, funcionários com décadas de trabalho no mesmo município recebem por e-mail a ordem de se apresentar em outra unidade. Quando a nova lotação fica a até 75 quilômetros, a empresa não paga ajuda de custo. Entre 75 e 150 quilômetros, o auxílio é de R$ 1.621. Acima disso, a indenização chega a um salário.
Sem apoio psicológico e sem considerar a situação familiar e financeira dos empregados, a transferência vira uma escolha forçada, disse o dirigente. Ele afirmou ainda que há registro de três suicídios possivelmente ligados ao agravamento da saúde mental de trabalhadores.
De cerca de 9 mil funcionários, aproximadamente 3 mil estariam sendo deslocados de forma compulsória, segundo o sindicato.
A coordenadora do Fórum Sindical e Popular de Saúde e Segurança do Trabalhador, Marta de Freitas, afirmou que a empresa não apresenta programa de gerenciamento de riscos psicossociais, como prevê a Norma Regulamentadora 1. O superintendente regional do Ministério do Trabalho em Minas Gerais, Carlos Alberto Calazans, disse que acompanha o caso e que vai marcar reunião para tratar dos problemas relatados.
O deputado Betão (PT), que pediu a audiência, anunciou como encaminhamento a solicitação de suspensão e reversão das transferências até a apuração dos casos. Ele quer saber se a Copasa consultou trabalhadores e sindicatos antes dos deslocamentos e se está cumprindo a NR 1.









