Política

Copasa é acusada de transferências forçadas e adoecimento

Em audiência pública em Belo Horizonte, representantes relataram casos de sofrimento psicológico, questionaram o cumprimento da NR 1 e pediram a suspensão das mudanças até a apuração dos fatos.

Pressão por mudança

Segundo o diretor financeiro do Sindágua, Wanderci Gomes, funcionários com décadas de trabalho no mesmo município recebem por e-mail a ordem de se apresentar em outra unidade. Quando a nova lotação fica a até 75 quilômetros, a empresa não paga ajuda de custo. Entre 75 e 150 quilômetros, o auxílio é de R$ 1.621. Acima disso, a indenização chega a um salário.

Sem apoio psicológico e sem considerar a situação familiar e financeira dos empregados, a transferência vira uma escolha forçada, disse o dirigente. Ele afirmou ainda que há registro de três suicídios possivelmente ligados ao agravamento da saúde mental de trabalhadores.

De cerca de 9 mil funcionários, aproximadamente 3 mil estariam sendo deslocados de forma compulsória, segundo o sindicato.

A coordenadora do Fórum Sindical e Popular de Saúde e Segurança do Trabalhador, Marta de Freitas, afirmou que a empresa não apresenta programa de gerenciamento de riscos psicossociais, como prevê a Norma Regulamentadora 1. O superintendente regional do Ministério do Trabalho em Minas Gerais, Carlos Alberto Calazans, disse que acompanha o caso e que vai marcar reunião para tratar dos problemas relatados.

O deputado Betão (PT), que pediu a audiência, anunciou como encaminhamento a solicitação de suspensão e reversão das transferências até a apuração dos casos. Ele quer saber se a Copasa consultou trabalhadores e sindicatos antes dos deslocamentos e se está cumprindo a NR 1.

Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.
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