Polícia

Trabalhador é morto a facadas após discussão por pedaço de carne de marmita no Alto Paranaíba

Um homem de 29 anos foi preso suspeito de matar a facadas um colega de trabalho, de 37 anos, após uma discussão envolvendo um pedaço de carne retirado de uma marmita em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. O crime aconteceu na noite de domingo (6), em uma residência utilizada como alojamento por trabalhadores sazonais, localizada na Rua Joana D’Arc, no bairro Aurélio Caixeta. A vítima chegou a ser levada com vida ao Hospital Regional Antônio Dias, mas não resistiu aos ferimentos.

A vítima foi identificada como Adelson Pereira de Araújo, de 37 anos. Segundo as informações repassadas pela Polícia Militar, ele e o suspeito estavam entre trabalhadores que residiam temporariamente no imóvel. Durante aquele dia, os dois teriam consumido bebidas alcoólicas antes do desentendimento que terminou no ataque.

De acordo com os relatos colhidos durante a ocorrência, a discussão começou durante o jantar. Adelson teria pegado um pedaço de carne da marmita do colega e feito uma brincadeira. A situação provocou um desentendimento entre os dois e, momentos depois, o suspeito teria se armado com uma faca.

Testemunhas relataram à polícia que o homem atacou Adelson com vários golpes. A vítima sofreu ferimentos principalmente nas regiões do tórax e do abdômen. Outros trabalhadores que estavam no alojamento intervieram depois da agressão e conseguiram conter o suspeito enquanto o socorro era providenciado.

Adelson foi retirado da residência e levado ainda com vida ao Hospital Regional Antônio Dias. Apesar do atendimento médico, ele não resistiu aos ferimentos provocados pelos golpes e morreu pouco depois. A ocorrência passou a ser tratada como homicídio.

A Polícia Militar foi acionada e encontrou o suspeito ainda nas proximidades. De acordo com os registros divulgados sobre o caso, outros moradores do alojamento conseguiram segurá-lo até a chegada dos policiais. Durante essa contenção, o homem sofreu ferimentos na cabeça.

Por causa dessas lesões, o suspeito precisou ser encaminhado para atendimento médico antes de ser apresentado à Polícia Civil. Após receber os cuidados necessários e ser liberado, ele foi conduzido para a delegacia, onde foram realizados os procedimentos relacionados à prisão em flagrante.

Conforme as informações registradas pela Polícia Militar, quando questionado sobre a motivação da agressão, o homem afirmou que “não aceita desaforo”. As circunstâncias que antecederam o crime, incluindo a discussão ocorrida durante o jantar, passaram a integrar a investigação conduzida pelas autoridades.

A perícia técnica da Polícia Civil compareceu ao imóvel onde ocorreu o ataque e realizou os trabalhos necessários para reunir elementos que possam contribuir para a investigação. Uma faca tipo punhal, apontada como utilizada durante o crime, foi apreendida.

O objeto possuía aproximadamente 15 centímetros de lâmina e foi encaminhado para os procedimentos periciais. A investigação deverá reunir os depoimentos das pessoas que estavam no alojamento, os vestígios encontrados no imóvel e demais elementos relacionados à dinâmica do homicídio.

Segundo as informações divulgadas após a ocorrência, aproximadamente 14 trabalhadores estavam alojados na residência, embora cerca de nove estivessem no imóvel no momento do crime. Eles trabalhavam temporariamente na região e compartilhavam a mesma residência durante o período das atividades profissionais.

Adelson havia chegado à região de Patos de Minas cerca de um mês antes. Ele teria se mudado para trabalhar em uma fazenda de café. Informações divulgadas posteriormente indicam que a vítima era casada e pai de três filhos.

Após os trabalhos periciais, o corpo foi encaminhado para os procedimentos do Instituto Médico-Legal. Posteriormente, Adelson foi levado para Patrocínio, onde ocorreu o sepultamento.

O suspeito permaneceu preso depois dos procedimentos realizados pela Polícia Civil. A prisão em flagrante foi ratificada e o caso passou a ser investigado como homicídio qualificado por motivo torpe, classificação que ainda será analisada ao longo do processo judicial.

Na terça-feira (8), dois dias após o crime, o homem passou por audiência de custódia. A Justiça decidiu converter a prisão em flagrante em prisão preventiva, mantendo o investigado detido enquanto prosseguem as apurações sobre a morte de Adelson.

Após a decisão judicial, o suspeito foi encaminhado ao Presídio Sebastião Satiro, em Patos de Minas. A medida mantém o homem à disposição da Justiça durante a continuidade da investigação e das demais etapas do processo.

A Polícia Civil ficará responsável por concluir o inquérito e reunir os elementos necessários para esclarecer toda a sequência dos acontecimentos. Os relatos das testemunhas presentes no alojamento deverão fazer parte da apuração sobre o início da discussão e o momento em que ocorreram os golpes.

Embora a discussão tenha começado após Adelson supostamente pegar um pedaço de carne da marmita do colega, não há informação de que a vítima tenha praticado ou estivesse sendo investigada por furto. O episódio relacionado à comida aparece nos registros como circunstância que antecedeu o desentendimento entre os dois trabalhadores.

O caso seguirá sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais. O suspeito permanece preso preventivamente e caberá à Justiça analisar, no decorrer do processo, as acusações relacionadas à morte de Adelson Pereira de Araújo.

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