Medalha JK será entregue neste sábado em Diamantina
A Medalha JK será entregue neste sábado (12/9/26), às 10 horas, no Largo Dom João, em Diamantina (Central), cidade natal de Juscelino Kubitschek, que morreu há 50 anos, para marcar a data ligada ao ex-presidente e homenagear 12 parlamentares da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Uma cerimônia marcada para 12 de setembro
A medalha que leva o nome do estadista volta a Diamantina em um rito que, desde 1996, ocorre em 12 de setembro, dia de nascimento de Juscelino Kubitschek, nascido em 1927. A comenda é concedida anualmente em dois graus: a Grande Medalha e a Medalha de Honra.
Criada pela Lei 11.902, de 1995, a Medalha Presidente Juscelino Kubitschek premia o mérito cívico de personalidades e entidades que prestem serviços de excepcional relevância à coletividade, contribuam para o crescimento das instituições políticas e governamentais e para o desenvolvimento do município, do Estado ou do País.
Entre os condecorados estão 12 parlamentares da ALMG. O presidente da Assembleia, deputado Tadeu Leite (MDB), vai compor o dispositivo de honra e entregar a Medalha de Honra às deputadas Alê Portela (PL), Amanda Teixeira Dias (PL), Bella Gonçalves (PT), Carol Caram (Avante) e Marli Ribeiro; e aos deputados Adriano Alvarenga (PP), Caporezzo (PL), Delegado Christiano Xavier (PSD), Dr. Maurício (Novo), Eduardo Azevedo (PL), Leleco Pimentel (PT) e Luizinho (PT).
Da medicina ao Planalto Central
Nascido em 1927, Juscelino Kubitschek de Oliveira se formou em Medicina pela UFMG e atuou na área até 1940, quando foi nomeado prefeito de Belo Horizonte. Na capital mineira, fez grandes obras e iniciou a parceria com Oscar Niemeyer, responsável pelo Complexo Arquitetônico da Pampulha, hoje Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.
Em 1951, JK foi eleito governador de Minas e adotou o desenvolvimentismo com o binômio “Energia e Transporte”. Nesse período, fundou a Cemig e deu prioridade à expansão rodoviária, para integrar o território mineiro e facilitar o escoamento da produção local.
Quatro anos depois, em 1955, chegou à Presidência da República. Sua gestão ficou marcada pelo plano de metas de desenvolvimento sob o lema “50 anos em 5”, com foco em autonomia energética, integração rodoviária, indústria de base, educação e alimentação. A principal vitrine desse programa foi Brasília, construída com a transferência da Capital federal do Rio de Janeiro para o Planalto Central. JK governou até 1961.
Em 31/3/64, militares tomaram o poder no Brasil e cassaram os direitos políticos de JK e de vários outros democratas. Ele passou anos no exílio, voltou ao Brasil na década de 1970 e morreu em um acidente rodoviário em 1976. O caso segue sob debate e investigação da Comissão da Verdade até hoje.
As informações são da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.









