Com greve marcada na Caixa e Banco do Brasil, bancários defendem campanha salarial na ALMG
Na véspera da greve dos bancários na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil, aprovada para começar nesta quinta (10), trabalhadores se reuniram nesta quarta-feira (9/9/26) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte, para discutir a campanha salarial 2026 da categoria e a mobilização que levou à paralisação.
Pressão por reajuste e jornada menor
O debate ocorreu em audiência da Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social, pedida pela deputada Beatriz Cerqueira (PT), com entidades representativas dos trabalhadores. No encontro, bancários levaram as mensagens “Sem bancários, não há atendimento de qualidade” e “quando uma agência fecha, a população perde junto”.
A deputada defendeu a força coletiva da categoria e a atuação das entidades junto aos patrões para atender às reivindicações. Também disse que o direito ao atendimento nas agências precisa ser preservado. “As pessoas não podem ser obrigadas a migrar para essse mundo digital, isso é restringir direitos”, pontuou.
Ramon Peres, presidente do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região, afirmou que o primeiro dia da greve terá ato na porta da agência Século da Caixa, no centro da Capital, a partir das 10 horas desta quinta (10). Ele fez um resumo das negociações já feitas com os bancos, no plano nacional e também com instituições privadas, e citou pedidos como reposição da inflação, 5% de aumento real e jornada de 4 x 3 sem redução salarial.
“Se a tecnologia aumenta a produtividade e o lucro dos bancos, precisa também proporcionar qualidade de vida para quem trabalha”, frisou ele.
Depois de várias tratativas e da mobilização da categoria, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou propostas. Mesmo assim, bancários da Caixa e do Banco do Brasil discordaram e aprovaram a greve.
Na ALMG, Ramon Peres disse que a paralisação continua mesmo após ameaças recebidas em 6/9, em ofício da federação dos bancos que ele criticou. Segundo ele, o documento afirmou que não reabrirá as negociações com os sindicatos cujas assembleias rejeitaram as propostas e tratou essa decisão como uma escolha por “não participar” da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) nacional.
“Os bancários da Caixa e Banco do Brasil decidiram rejeitar a convenção coletiva e fazer a greve para a continuidade da negociação. A Fenaban tem transformado isso numa renúncia, mas a convenção não pertence à ela e não pode ser transformada em ameaça”, afirmou ele.
Nerival Faustino Gomes, presidente da Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal de Minas Gerais, disse que foi proposto à categoria um aumento de 0,6%, valor que considerou inaceitável e absurdo.
Ato na Século marca o primeiro dia
O protesto anunciado por Ramon Peres deve começar às 10 horas desta quinta (10), na porta da agência Século da Caixa, no centro da Capital. A greve foi aprovada depois das propostas apresentadas pela Fenaban serem rejeitadas pelos bancários da Caixa e do Banco do Brasil.
As informações são da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.








