ACASP debate risco de acidentes após 503 quedas de árvores e pedidos de reforço policial no Parque da Ilha e Córrego do Paiol

Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, contabilizou 1.431 ocorrências relacionadas às chuvas em 2026, incluindo 503 registros de árvores caídas, conforme balanço apresentado pelo Corpo de Bombeiros durante a reunião da Associação Comunitária para Assuntos de Segurança Pública (ACASP), realizada nesta quarta-feira (4 de novembro), na Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e Serviços de Divinópolis (ACID). O levantamento considera os primeiros meses do ano e o período chuvoso iniciado em outubro, com dados atualizados até 1º de novembro. Além dos riscos provocados pelas chuvas, o encontro reuniu reclamações sobre a necessidade de reforçar o policiamento no Parque da Ilha e na região do Córrego do Paiol, além de preocupações relacionadas ao tráfico de drogas, à segurança dos moradores e aos impactos da situação da Gerdau sobre a economia municipal.
A reunião foi conduzida pelo presidente da ACASP, Breno Clementino, e contou com representantes da comunidade, do poder público e das instituições que integram o Conselho Técnico da associação. Durante o encontro, foram apresentadas demandas relacionadas à segurança pública, prevenção de acidentes, fiscalização e infraestrutura urbana. Os participantes discutiram situações que afetam diferentes regiões da cidade e solicitaram providências aos órgãos responsáveis, com encaminhamentos destinados ao acompanhamento das reclamações apresentadas pela população.
Um dos principais pontos discutidos foi o número de ocorrências envolvendo árvores durante os períodos de chuva. Segundo o balanço apresentado pelo Corpo de Bombeiros, 503 árvores caíram em Divinópolis ao longo dos períodos considerados no levantamento de 2026. Esses registros integram o total de 1.431 ocorrências relacionadas às condições chuvosas. A quantidade de atendimentos motivou uma discussão sobre a necessidade de medidas preventivas para reduzir o risco de quedas sobre veículos, imóveis, vias públicas e outros espaços utilizados pela população.
Durante a apresentação, o representante do Corpo de Bombeiros destacou a importância do planejamento da arborização urbana, principalmente em locais próximos às redes de energia elétrica e às edificações. A escolha de espécies adequadas aos espaços disponíveis e a consideração do porte das árvores foram apontadas como medidas para reduzir situações de risco. Um representante do Legislativo assumiu o compromisso de verificar o andamento do Plano Municipal de Arborização, lançado em 15 de outubro, e promover o contato entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e o Corpo de Bombeiros para discutir providências relacionadas ao tema.
A necessidade de reforçar a segurança no Parque da Ilha também esteve entre as reivindicações apresentadas durante a reunião. Moradores solicitaram maior presença da Polícia Militar (PM) no período noturno, quando consideram necessário ampliar o patrulhamento na região. O pedido foi encaminhado ao representante da corporação, que informou que solicitará às equipes responsáveis atenção ao local. A demanda envolve a presença policial preventiva e o acompanhamento das condições de segurança no espaço público.
Outra solicitação de patrulhamento partiu de uma comunidade terapêutica localizada na região do Córrego do Paiol. A instituição, que acolhe mulheres com problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas, pediu rondas policiais no entorno de sua sede para aumentar a segurança das acolhidas e das instalações. Em resposta, a Polícia Militar informou que acionará a Patrulha Rural para verificar a possibilidade de uma visita ao local. O encaminhamento busca aproximar a instituição das equipes responsáveis pelo policiamento na região.
A participação das associações de bairro nas discussões sobre segurança pública também recebeu atenção dos participantes. Uma das propostas apresentadas foi ampliar a presença da ACASP nas reuniões comunitárias, levando convites diretamente às lideranças e aos moradores. A intenção é facilitar a apresentação de problemas enfrentados nos bairros e permitir que as reivindicações cheguem aos representantes das instituições responsáveis. O encontro também abordou as dificuldades de moradores que deixam de denunciar determinadas ocorrências por receio de exposição.
O representante da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) mencionou que o medo de se identificar pode dificultar a comunicação de problemas como tráfico de drogas, aliciamento de adolescentes e perturbação do sossego. A situação foi apresentada durante a discussão sobre a necessidade de ampliar o contato entre as comunidades e os órgãos de segurança pública. A proposta de participação nas reuniões de bairro pretende criar novas oportunidades para que a população apresente suas demandas e acompanhe os encaminhamentos realizados pelas instituições.
No trânsito, a falta de sinalização de um quebra-molas na rodovia que liga Ermida a Divinópolis voltou a ser discutida. O dispositivo está localizado nas proximidades do bairro Belo Vale, no sentido de quem segue para a cidade. Conforme a reclamação apresentada, a instalação de uma placa de advertência havia sido solicitada há aproximadamente dois anos, mas a demanda ainda não havia sido atendida. A ausência da sinalização motivou nova cobrança durante o encontro, considerando a necessidade de informar antecipadamente os motoristas sobre a existência do redutor de velocidade.
A Secretaria Municipal de Trânsito, Segurança Pública e Mobilidade Urbana (Settrans) esclareceu que a responsabilidade pela sinalização naquele trecho pertence ao Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). Diante da reivindicação, a secretaria se comprometeu a encaminhar um relatório ao órgão estadual para solicitar providências e buscar a instalação da sinalização ainda em 2026. O encaminhamento foi registrado entre as medidas apresentadas durante a reunião.
Outro assunto abordado foi a utilização de fogos de artifício com estampido e os impactos provocados em diferentes grupos da população. A representante da Polícia Civil chamou a atenção para os efeitos do barulho sobre pessoas idosas, acamadas, pessoas com autismo e animais. Durante a discussão, foi orientado que os moradores podem comunicar situações à fiscalização municipal mesmo quando não conseguem identificar quem utilizou os fogos. Nesses casos, a informação sobre o bairro e a direção aproximada de onde partiram os estampidos pode auxiliar no atendimento das reclamações.
A situação da unidade da Gerdau em Divinópolis também entrou na pauta, com manifestações de preocupação relacionadas à manutenção dos empregos e às consequências econômicas para o município. Um dos participantes estimou que mais de três mil famílias poderiam ser afetadas pelos desdobramentos da situação da empresa e solicitou a participação de lideranças políticas na discussão de alternativas para preservar postos de trabalho. O número foi apresentado como estimativa durante a reunião e não corresponde a um levantamento confirmado de trabalhadores desligados.
A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) também manifestou preocupação com possíveis reflexos sobre o comércio de Divinópolis. Durante sua participação, a entidade mencionou a importância do acompanhamento dos acontecimentos relacionados à indústria e convidou os presentes para o evento Conexão Varejo, que terá uma programação voltada às vendas e à utilização da inteligência artificial no comércio. A discussão ocorreu diante das preocupações sobre os efeitos que mudanças nas atividades industriais podem provocar em outros setores da economia municipal.
O vice-presidente da ACASP apresentou ainda o resultado de uma solicitação realizada em reunião anterior. O pedido envolvia a disponibilização de banheiros químicos nos cemitérios de Divinópolis durante o Dia de Finados, celebrado em 2 de novembro. Conforme informado no encontro, a demanda foi atendida, permitindo a instalação das estruturas para utilização pelos visitantes. O assunto foi mencionado como parte do acompanhamento das solicitações encaminhadas anteriormente pela associação.
Ao final da reunião, Breno Clementino destacou a continuidade dos encontros semanais da ACASP como espaço de apresentação de reivindicações e acompanhamento das respostas dos órgãos públicos. A associação, fundada em 1999, atua como entidade civil sem fins lucrativos, reunindo voluntários e representantes de instituições relacionadas à segurança pública. As reuniões permitem que moradores apresentem problemas identificados em diferentes regiões de Divinópolis e acompanhem os encaminhamentos assumidos durante os encontros.
Entre as providências discutidas nesta quarta-feira estão o reforço da atenção policial ao Parque da Ilha, o possível acionamento da Patrulha Rural no Córrego do Paiol, a solicitação de sinalização rodoviária ao DER-MG e o acompanhamento do Plano Municipal de Arborização. O balanço de 1.431 ocorrências relacionadas às chuvas, incluindo 503 árvores caídas, também integra as preocupações apresentadas para o planejamento de medidas preventivas em Divinópolis. Os encaminhamentos dependerão das providências adotadas pelos órgãos responsáveis.
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