Dengue já provocou quatro mortes e 235 internações em Divinópolis, com mais de 2 mil casos confirmados em 2026

Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, registra quatro mortes por dengue e 235 hospitalizações relacionadas à doença em 2026. Os dados constam no boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), atualizado em 3 de novembro, que aponta 4.616 notificações e 2.070 casos confirmados desde o início do ano. O levantamento também identifica cinco casos classificados como dengue grave e outros 37 com sinais de alarme. Os números mostram a quantidade de pessoas que precisaram de atendimento hospitalar e a ocorrência de mortes associadas à doença, além da circulação do vírus em diferentes regiões do município.
Do total de 4.616 notificações registradas neste ano, 2.028 foram classificadas como dengue sem sinais de alarme, 37 como dengue com sinais de alarme e cinco como dengue grave. Outros 2.492 registros foram descartados após avaliação, enquanto 54 permanecem em aberto. A soma das três classificações de dengue corresponde aos 2.070 casos confirmados apresentados no boletim. A identificação de pacientes com sinais de alarme ou formas graves da doença exige atenção aos sintomas e acompanhamento médico, considerando a possibilidade de complicações durante a evolução do quadro clínico.
As quatro mortes confirmadas pela doença estão entre os principais indicadores apresentados no levantamento epidemiológico. Até a atualização de 3 de novembro, não havia óbitos por dengue em investigação no município. O boletim não apresenta informações sobre a idade das vítimas, os bairros onde residiam ou as datas em que ocorreram as mortes. Também não foram divulgados detalhes sobre as condições clínicas dos pacientes que morreram. Os registros confirmam, entretanto, que a doença provocou quatro óbitos em Divinópolis ao longo de 2026.
O número de hospitalizações também integra os dados de acompanhamento da doença. Ao todo, 235 pessoas precisaram ser internadas em decorrência da dengue neste ano. A quantidade representa os registros acumulados até a data de extração dos dados, sem detalhamento sobre o período de permanência dos pacientes nas unidades hospitalares. O levantamento também não informa quantas pessoas permanecem internadas atualmente ou quantas já receberam alta médica. A identificação de cinco casos de dengue grave e 37 com sinais de alarme reforça a necessidade de acompanhamento dos pacientes que apresentam agravamento dos sintomas.
A distribuição das notificações por faixa etária mostra maior concentração entre adultos jovens e pessoas em idade economicamente ativa. O grupo de 20 a 29 anos reúne 897 notificações, seguido pela população de 30 a 39 anos, com 814 registros. Entre pessoas de 40 a 49 anos, foram contabilizadas 716 notificações, enquanto a faixa de 50 a 59 anos apresentou 519 ocorrências. Já entre os moradores com 60 anos ou mais, o boletim contabilizou 618 notificações. Os números representam os casos notificados em cada grupo etário, incluindo registros posteriormente descartados ou ainda em análise.
Entre crianças e adolescentes, a doença também motivou notificações ao longo do ano. Foram registrados 16 casos suspeitos entre menores de um ano, 188 na faixa de um a quatro anos e 213 entre crianças de cinco a nove anos. Na população de 10 a 14 anos, o levantamento aponta 277 notificações, enquanto adolescentes de 15 a 19 anos somaram 358 registros. Os dados demonstram que as notificações alcançaram todas as faixas etárias acompanhadas pela vigilância epidemiológica, desde crianças menores de um ano até idosos.
A distribuição por sexo indica que 2.589 notificações foram registradas entre mulheres, correspondendo a 56,09% do total. Entre os homens, foram contabilizados 2.027 registros, equivalentes a 43,91%. Esses percentuais consideram as notificações de dengue, não apenas os casos confirmados. O levantamento permite identificar a distribuição dos atendimentos e registros epidemiológicos entre os diferentes grupos da população, mas não estabelece as causas da diferença observada entre homens e mulheres.
O Centro de Divinópolis aparece com o maior número de notificações entre os bairros relacionados no boletim, acumulando 308 registros. Em seguida estão São José, com 201 notificações, Catalão, com 168, Planalto, com 152, e Tietê, com 135. Também aparecem entre as localidades com maior quantidade de registros os bairros Belvedere, com 129 notificações, São Roque, com 114, Campina Verde, com 101, e Afonso Pena, com 100. Os dados representam os registros acumulados em 2026 e não necessariamente a quantidade de casos confirmados em cada bairro.
Outras regiões também apresentam notificações da doença. O bairro Bom Pastor contabiliza 95 registros, seguido por Santa Lúcia, com 87, e Niterói, com 83. A distribuição demonstra que diferentes áreas de Divinópolis registraram ocorrências relacionadas à dengue neste ano. Os números por bairro não representam taxas de incidência, pois não consideram o tamanho da população residente em cada localidade. A relação divulgada reúne os bairros destacados no levantamento epidemiológico, sem apresentar a quantidade de notificações de todas as regiões do município.
O boletim também apresenta resultados de exames utilizados na investigação dos casos. Na sorologia para dengue, foram contabilizados 206 resultados positivos, correspondentes a 31,45%, e 444 negativos, equivalentes a 67,79% dos registros dessa categoria. Na pesquisa do antígeno NS1, utilizado na investigação laboratorial da infecção, foram apresentados 1.017 resultados positivos, representando 39,21%, e 1.574 negativos, correspondentes a 60,68%. Os exames integram os procedimentos de identificação e acompanhamento dos casos suspeitos, juntamente com as avaliações clínicas e epidemiológicas realizadas pelos serviços de saúde.
Além da dengue, Divinópolis registra casos de chikungunya em 2026. Até 3 de novembro, foram contabilizadas 45 notificações relacionadas à doença, das quais oito tiveram confirmação. O boletim também aponta cinco hospitalizações por chikungunya, sem registro de mortes ou óbitos em investigação. A chikungunya é uma doença viral transmitida principalmente pelo mosquito Aedes aegypti, assim como a dengue, e pode provocar febre, dores nas articulações e outros sintomas que exigem avaliação médica.
Em relação ao zika vírus, o levantamento não apresenta notificações, casos confirmados, hospitalizações ou mortes em Divinópolis durante o período analisado. O município permanece com todos os indicadores zerados para a doença em 2026, conforme os dados divulgados pela vigilância epidemiológica. A ausência de registros no boletim não elimina a necessidade de prevenção, considerando que o mosquito transmissor da dengue e da chikungunya também pode transmitir o vírus da zika.
O controle do Aedes aegypti depende da eliminação de locais que possam acumular água e servir de criadouros para o mosquito. Entre os cuidados preventivos estão manter caixas-d’água fechadas, limpar calhas, evitar recipientes com água parada, cuidar de ralos e descartar corretamente materiais que possam acumular água da chuva. A identificação de sintomas como febre, dores no corpo, dor de cabeça e manchas na pele exige atenção, principalmente quando acompanhados de sinais de agravamento, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes ou sangramentos. A orientação é procurar atendimento médico e evitar a automedicação.
Os números apresentados pela Semusa foram extraídos dos sistemas de vigilância epidemiológica em 3 de novembro de 2026 e estão sujeitos a alterações conforme a atualização das notificações, resultados laboratoriais e encerramento das investigações. A secretaria também informou que alguns dados foram recalculados após a identificação de registros duplicados no sistema. Até essa atualização, Divinópolis acumulava 2.070 casos confirmados de dengue, 235 hospitalizações e quatro mortes, além de oito casos confirmados de chikungunya e nenhum registro de zika vírus.
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