Homem é condenado a 23 anos de prisão por matar vendedor ambulante de Divinópolis a facadas dentro de lanchonete em Piumhi

O Tribunal do Júri de Piumhi, no Centro-Oeste de Minas Gerais, condenou Lincoln Leandro da Silva, de 50 anos, a 23 anos de reclusão pelo assassinato de Marco Túlio Porto, vendedor ambulante natural de Divinópolis, morto a facadas dentro de uma lanchonete na região central da cidade. O julgamento aconteceu na quarta-feira (4 de novembro), pouco mais de um ano após o crime, registrado em 9 de outubro de 2025. O Conselho de Sentença reconheceu a prática de homicídio triplamente qualificado, considerando o motivo fútil, o emprego de meio cruel e a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima. Marco Túlio tinha 42 anos quando foi morto.
Durante o julgamento, os jurados analisaram as provas reunidas ao longo da investigação e os argumentos apresentados pela acusação. O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese do Ministério Público de Minas Gerais, reconhecendo a responsabilidade de Lincoln Leandro da Silva pelo assassinato e as três qualificadoras apresentadas no processo. Com a decisão, o Tribunal do Júri estabeleceu a condenação a 23 anos de prisão pelo crime cometido contra o vendedor ambulante.
O homicídio aconteceu na manhã de quinta-feira, 9 de outubro de 2025, dentro de uma lanchonete localizada no Centro de Piumhi, nas proximidades da Delegacia de Polícia Civil e do Ministério Público. Marco Túlio Porto estava no estabelecimento quando recebeu diversos golpes de canivete. O ataque ocorreu durante o funcionamento do comércio, em uma região de circulação de pessoas e próxima a unidades de segurança pública.
Conforme os elementos reunidos durante as investigações, Marco Túlio e Lincoln já se conheciam e trabalhavam como vendedores ambulantes na região central de Piumhi. Na manhã do crime, os dois chegaram juntos à lanchonete e, inicialmente, apresentavam comportamento amistoso. A convivência anterior entre a vítima e o condenado foi um dos aspectos considerados na reconstrução dos acontecimentos que antecederam o assassinato.
Enquanto Marco Túlio conversava com a proprietária do estabelecimento, Lincoln retirou um canivete e começou a golpeá-lo. De acordo com a investigação, a agressão ocorreu de maneira repentina, sem que houvesse uma discussão imediatamente anterior ao ataque. A vítima foi atingida diversas vezes e não conseguiu se defender dos golpes. Os ferimentos provocaram sua morte ainda dentro da lanchonete.
Após o assassinato, Lincoln deixou o estabelecimento e tentou fugir. Entretanto, policiais civis realizaram buscas nas proximidades e localizaram o homem na Rua Padre Abel, a poucos metros do local onde Marco Túlio havia sido morto. Ele foi preso em flagrante e encaminhado para os procedimentos policiais. A prisão ocorreu pouco tempo depois do crime, que passou a ser investigado para esclarecer as circunstâncias da agressão e a motivação do homicídio.
As equipes responsáveis pelo atendimento da ocorrência também realizaram os procedimentos necessários no estabelecimento onde aconteceu o assassinato. O trabalho investigativo reuniu informações sobre a relação entre os envolvidos, os momentos anteriores ao ataque e a maneira como os golpes foram desferidos. Esses elementos integraram a apuração que resultou na responsabilização criminal de Lincoln Leandro da Silva.
A investigação apontou que a vítima e o autor exerciam atividades semelhantes como vendedores ambulantes, circunstância que explicava o contato anterior entre eles. O ataque dentro da lanchonete, enquanto Marco Túlio conversava com a proprietária, foi considerado na análise da dinâmica do crime. A ausência de oportunidade de defesa da vítima e as circunstâncias da agressão foram levadas ao julgamento realizado pelo Tribunal do Júri.
O reconhecimento das três qualificadoras teve participação na definição da condenação. O motivo fútil corresponde à prática de homicídio por uma razão considerada desproporcional à violência empregada. O recurso que dificultou a defesa da vítima está relacionado às circunstâncias que impediram ou reduziram suas possibilidades de reação. Já o emprego de meio cruel considera a forma de execução do crime. No julgamento de Lincoln, os jurados reconheceram as três circunstâncias previstas na acusação.
Marco Túlio Porto era natural de Divinópolis e trabalhava como vendedor ambulante em Piumhi. Sua morte também teve repercussão em sua cidade de origem. Após o assassinato, o corpo foi levado para Divinópolis, onde familiares e amigos participaram das despedidas. O velório ocorreu na sexta-feira, 10 de outubro de 2025, na Vila Vicentina, localizada no bairro Niterói.
A condenação foi estabelecida pouco mais de um ano depois do assassinato. Nesse período, o caso passou pela investigação policial, pela apresentação da acusação e pelas etapas processuais que antecederam o julgamento popular. Na sessão realizada em 4 de novembro de 2026, os jurados reconheceram a responsabilidade do acusado pela morte do vendedor ambulante e acolheram as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Após o julgamento, Lincoln Leandro da Silva permaneceu, inicialmente, sob custódia em Piumhi. Entretanto, existe a possibilidade de transferência para outra unidade prisional, considerando que ele também possui uma execução de pena em outra localidade. Não foram divulgadas informações sobre a eventual transferência nem detalhes sobre o cumprimento da outra condenação.
O Tribunal do Júri concluiu o julgamento com a condenação de Lincoln a 23 anos de reclusão pelo homicídio triplamente qualificado de Marco Túlio Porto. O vendedor ambulante de Divinópolis foi assassinado aos 42 anos, em outubro de 2025, dentro de uma lanchonete no Centro de Piumhi. A decisão judicial foi proferida em 4 de novembro de 2026, após a análise das circunstâncias do crime e das provas apresentadas durante o processo.
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