Minas Gerais

MPMG obtém condenação de 30 pessoas por organização criminosa e tráfico de drogas

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve a condenação de 30 pessoas presas pela operação Saxa Montis, realizada em julho de 2021. Elas foram condenadas por organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas e as penas chagam a 162 anos de prisão. Além da condenação, a Justiça determinou o perdimento de todos os bens apreendidos. 

Segundo a Denúncia do MPMG, entre janeiro e junho de 2021, os condenados se associaram  para praticar o crime de tráfico de drogas, com divisão de tarefas e de forma hierarquizada, atuando, especialmente, nos aglomerados Morro das Pedras, Ventosa e Pedreira Prado Lopes, Santa Maria, e bairros Céu Azul, São Gabriel, Jardim Vitória e Goiânia, bem como na Região Metropolitana de Belo Horizonte, incuindo a cidade de Vespasiano, e nos estados de Reio de Janeiro e São Paulo. Onze deles associaram-se para financiar o tráfico, articulando a movimentação e entrega de vultosa quantidade de dinheiro e veículos como acerto de contas das cargas de drogas. 

As investigações, acompanhadas pela 13ª Promotoria de Justiça de Belo Horizonte, deixaram evidente que eles agiam de forma estruturalmente ordenada, caracterizada pela divisão de tarefas para cometimento de crimes de tráfico de drogas em larga escala, além de outros crimes que gravitam em torno do tráfico tais como lavagem e ocultação de bens e valores, além do financiamento para aquisição, transporte e distribuição de drogas em grande quantidade. Durante sete meses de investigação, foram realizadas seis apreensões de carregamento de pasta base de cocaína, num total de mais de 1.250 quilos e que seriam distribuídas nos locais mencionados acima. 

Informações de elevado padrão de vida de alguns suspeitos levaram à investigaçãoque resultou na descoberta de uma organização criminosa que movimentava milhões em cargas de drogas. A quadrilha armazenava grande quantidade de pasta base de cocaína, enterrando as cargas em um sítio localizado em Jaboticatubas/MG, dentro de bombonas. Essa droga abastecia várias bocas de fumo de Belo Horizonte e Vespasiano e também era transportada em grande quantidade para o Estado do Rio de Janeiro. As investigações também levaram a um acusado que residia no interior de São Paulo, apontado como integrante do PCC, o qual providenciava o fornecimento dos entorpecentes e recebia veículos e dinheiro como pagamento.

Fonte: Ministério Público de Minas Gerais

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