Centro de triagem de Divinópolis já recebeu quase 8 mil animais silvestres desde 2021

O Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres de Divinópolis já recebeu quase 8 mil animais desde 2021. A unidade atende exemplares provenientes de resgates, apreensões, recolhimentos e entregas voluntárias, oferecendo estrutura para identificação, avaliação, recuperação e reabilitação antes da definição sobre a destinação de cada animal.
A criação de uma estrutura específica para atendimento à fauna silvestre na região Centro-Oeste de Minas Gerais vinha sendo discutida desde 2010, diante da demanda por atendimento de animais encontrados feridos, capturados em situações de risco ou apreendidos em ações de fiscalização. A partir de 2017, avançaram as tratativas para implantação de uma unidade capaz de receber também animais resgatados ao longo das rodovias da região.
A estrutura foi implantada com investimento de aproximadamente R$ 5 milhões, destinado à construção, aquisição de equipamentos e organização inicial do centro. Depois da conclusão da obra, a gestão passou para o Instituto Estadual de Florestas, responsável pelo custeio, manutenção, equipe técnica e funcionamento da unidade.
Com a entrada em operação, o centro passou a receber animais não apenas de Divinópolis e municípios próximos, mas também de outras regiões de Minas Gerais. Entre os encaminhamentos estão exemplares vindos do Sul do estado e da região do Rio Doce, além de ocorrências registradas na própria região Centro-Oeste.
Os animais chegam ao local por diferentes meios. Parte é encaminhada após apreensões realizadas por forças de segurança e órgãos de fiscalização. Outros são recolhidos pelo Corpo de Bombeiros ou encontrados por moradores após acidentes, atropelamentos ou situações de risco. Também existe a possibilidade de entrega voluntária por pessoas que mantêm animais silvestres de forma irregular.
Após a chegada ao centro, cada animal passa por triagem e identificação. Em seguida, são realizadas avaliações das condições físicas, comportamentais e clínicas, permitindo a definição do atendimento necessário e do período de recuperação.
O processo de reabilitação busca preservar o comportamento natural dos animais. Por esse motivo, o contato humano é controlado e o tratamento não segue a mesma rotina adotada para animais domésticos. A manutenção das características próprias de cada espécie é considerada necessária para avaliar a possibilidade de retorno ao ambiente natural.
Quando a recuperação permite, os animais podem ser destinados à soltura em áreas adequadas. Nos casos em que a reintrodução não é possível, são avaliadas outras formas de destinação compatíveis com as condições do exemplar e com as normas aplicáveis à fauna silvestre.

O número de quase 8 mil animais recebidos desde 2021 inclui diferentes espécies e situações de encaminhamento. O volume reúne desde animais encontrados feridos em rodovias até exemplares apreendidos por manutenção irregular em residências ou estabelecimentos.
A unidade também atua com entregas voluntárias. Pessoas que mantêm animais silvestres sem a documentação necessária podem procurar o centro para realizar a entrega gratuita e permitir que o exemplar passe por avaliação e tenha uma destinação adequada.
A entrega voluntária é uma das formas utilizadas para reduzir a permanência irregular de animais silvestres em ambientes domésticos. Após o recebimento, o animal passa pelo mesmo processo de triagem, avaliação e reabilitação aplicado aos demais casos atendidos.
Além das atividades de atendimento direto à fauna, o centro desenvolve ações de educação ambiental por meio do Educacetras. O projeto realiza atividades com escolas, universidades, empresas e comunidades, abordando temas relacionados à conservação, ao manejo adequado e à proteção dos animais silvestres.
As ações educativas também buscam orientar a população sobre como agir ao encontrar animais feridos ou em situação de risco. O encaminhamento correto evita tentativas de captura ou manutenção improvisada que podem provocar novos ferimentos ou dificultar a posterior recuperação.

A localização de Divinópolis permite que a unidade receba animais de diferentes municípios e regiões do estado. O centro funciona como ponto de apoio para órgãos ambientais, forças de segurança e equipes de resgate que precisam encaminhar animais para atendimento especializado.
Desde a implantação, a estrutura passou a integrar a rede estadual de atendimento à fauna silvestre. O trabalho envolve tanto os cuidados emergenciais quanto períodos prolongados de recuperação, dependendo da condição apresentada por cada animal recebido.
O centro também recebe exemplares vítimas de atropelamentos em rodovias. Nessas situações, os animais podem apresentar fraturas, traumas e outras lesões que exigem avaliação e tratamento antes de qualquer tentativa de retorno ao ambiente natural.
A operação do CETRAS de Divinópolis reúne triagem, tratamento, recuperação, reabilitação e definição de destinação. O funcionamento da unidade permanece sob responsabilidade do Instituto Estadual de Florestas, enquanto a estrutura originalmente implantada continua sendo utilizada para atendimento às demandas de fauna de diferentes regiões de Minas Gerais.
Com quase 8 mil animais recebidos em aproximadamente cinco anos de funcionamento, o centro mantém atuação voltada ao atendimento de ocorrências envolvendo fauna silvestre, à recuperação de exemplares e às ações de educação ambiental realizadas em Divinópolis e em outros municípios atendidos pela unidade.
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