Leve… extremamente leves…

E aí estamos vencendo mais uma etapa, fechando mais um ano, encerrando mais um ciclo.
Tempos diferentes e com valores um tanto quanto mudados.
Empatia sabe aquela coisa de entender e sentir o que os outros estão sentindo e pensando ou melhor se colocar no lugar do outro, com certeza é o que está faltando neste mundo doido.
Estamos vivenciando a falta de valores, pessoas tirando a vida do outro sem ter motivo, veja o caso daquele cara que deu vários tiros no outro que estava roubando sabão de uma venda, sem ter ligação nenhuma com qualquer um dos lados e mesmo que tivesse não poderia ter uma atitude louca assim, vimos também policiais que jogaram um rapaz de cima de um viaduto por este rapaz estar sem capacete e não parou na blitz, loucura né.
Aqui na terra do Divino não está diferente, tem bairros com toque de recolher, já pensou nisso, mortes a luz do dia e a coisa está tão corriqueira que ninguém dá o devido valor.
Hoje passamos para os nossos filhos é que tenham cuidado e que nunca se envolvam em brigas e caso aconteça de estar em um local que aconteça uma confusão a ideia é sir dali o mais rápido possível.
Que saudade do nosso tempo de mocidade, que nossa terra do Divino era segura e podíamos vir a pé até do rodeio sem problema algum, fazíamos serenatas e a madrugada era uma festa deliciosa.
Que delícia era sair da boite e ir comer um sanduiche na Savassinha e ali render até o sol nascer, inimigos do fim.
Naquela época até os ladrões eram conhecidos, os loucos faziam parte da nossa história e a vida era muita mais leve.
Como acampávamos, era só pintar um feriado e lá estávamos nós com as mochilas nas costas, cachoeiras, barragem, beirada de rios, nada tinha perigo, no máximo uma bela ressaca.
Éramos felizes e sabíamos disso e desfrutamos muito.
Em tempos difíceis, façamos do limão uma deliciosa limonada e que consigamos mexer o doce, valorize o que vale a pena, o que não te faz bem não deve existir…
Amnysinho_Rachid








