Minas Gerais

Bons tempos… tempos bons

Esta semana recebi um clip de uma música antiga que me causou um voltar no tempo, uma delícia de lembranças.

A música era um tango para Teresa: Hoje alguém pôs a rodar, um disco de Gardel, no apartamento junto ao meu, que tristeza me deu…na hora lembrei das minhas queridas amigas Simone Regina e Denise, gente a Simone interpretava essa musica como ninguém, enfrente o Instituto Nossa Senhora do Sagrado Coração com direito até de ajoelhar no chão, era fantástico.

Hoje vejo essa moçada esperando para entrar nos colégios totalmente neuróticos agarrados nos celulares sem ao menos conversar com quem está a seu lado.

No nosso tempo a coisa era diferente começando que não existia celular e acredito que isso era o melhor de tudo.

Tínhamos o encontro marcado depois da aula na pracinha do santuário e ali acontecia de tudo.

Estudávamos no colégio São José e São Geraldo e quando acabava nossa aula subíamos igual um peido escapulido para chegar a tempo da saída das meninas do instituto, era um fervedor a rua ficava lotada e na escada da pracinha a coisa acontecia. Ali ficávamos sabendo de tudo quem estava com que e quando e onde iria acontecer as melhores festas do final de semana.

Mas o melhor era que minha turma adorava uma música, tínhamos os tocadores, os cantores e nós que fingíamos cantar kkk

Adorávamos fazer serenata e o que não faltava era criatividade, teve vez de faze-la deitados no passeio kkk que obra.

Como não lembrar de sentar na escada em frente a casa da Raquel e cantar em alto e bom tom, tinha aqueles que sabiam as letras certas e outros nem tanto, como minha amiga Noriene achando lindo cantar: Um abajur cheio de carne kkk quando o certo era cor de carne, pensa um abajur cheio de bifes escorrendo kkk

Na nossa época sempre tínhamos shows de músicas no poliesportivo e programávamos a semana inteira para deliciar no final de semana.

Teve um show que estávamos na fila eu e meus primos Gilberto e Laila custando a entra nisso custei a levantar os braços, para refrescar e nesta hora, existia um louco que vendia doces em um balaio chamado Kaka, o doido coloca o famoso balaio nas minhas mãos de uma maneira que eu não conseguia desce-los, kkk  xinguei muito e o doido dizia : Calma, só um pouco para eu descansar kkk.

E assim a vida seguia deliciosamente… sem informática, celular e tudo mais de tecnologia … éramos felizes e sabíamos disso…

Amnysinho Rachid

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