Atlético é punido pelo STJD com multa e perda de mandos de campo; Arena MRV segue interditada

O Atlético foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta quarta-feira (27) por incidentes ocorridos na final da Copa do Brasil contra o Flamengo, realizada em 10 de novembro, na Arena MRV, em Belo Horizonte. A punição inclui multa de R$ 194 mil e perda de seis mandos de campo, sendo três deles com portões fechados e outros três com restrições de público.
Multa e perda de mandos
A multa foi dividida em R$ 174 mil pelo arremesso de bombas e objetos no gramado, além de tentativa de invasão de campo, e R$ 20 mil devido a gritos homofóbicos por parte da torcida. Quanto à perda de mandos de campo, o STJD determinou que:
– Três jogos sejam realizados com portões fechados (dois já ocorreram: contra Botafogo e Juventude).
– Nos outros três, apenas mulheres, idosos, crianças e adolescentes até 16 anos, e pessoas com deficiência poderão assistir às partidas.
Situação da Arena MRV
Embora o Atlético tenha sido absolvido no artigo 211 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (relacionado à infraestrutura da Arena MRV), o estádio segue interditado por decisão monocrática do presidente do STJD, válida desde 12 de novembro. Essa interdição será reavaliada nesta quinta-feira (28).
Caso o Pleno do STJD mantenha a interdição, o clube terá que buscar outro local para cumprir suas partidas. Se a liberação for confirmada, a Arena MRV poderá receber os jogos pendentes das punições, seguindo as restrições estabelecidas.
Defesa e julgamento
Durante o julgamento, o advogado do Atlético, Gustavo Caputo, defendeu que o clube não deveria ser penalizado pelo artigo 211, apresentando documentos que comprovam a segurança estrutural da Arena MRV. O relator do caso, Ramon Rocha, aceitou os argumentos e votou pela absolvição nesse ponto.
Entretanto, no artigo 213, que trata de desordens promovidas por torcedores, o tribunal foi unânime ao responsabilizar o clube pelos atos. O arremesso de bombas, registrado em súmula, causou ferimentos ao fotógrafo Nuremberg Faria, atingindo dedos e tendões do pé direito.
Apesar de o infrator ter sido identificado, preso e o Atlético oferecer suporte ao fotógrafo, o relator destacou a gravidade dos acontecimentos: “Mesmo com todo o esforço do Atlético, o clube precisa ser responsabilizado pelos fatos que são graves”.
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