Minas Gerais

Agência deve reparar danos a empresária por falha em ingresso no Louvre

Bilhetes não foram aceitos pela direção do museu em Paris

Uma microempreendedora deve ser indenizada por uma agência de turismo parceira, que emitiu ingressos que não foram aceitos pelo Museu do Louvre, em Paris. Por maioria, os desembargadores da 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais modificaram sentença da 2ª Vara Cível da Comarca de Betim para determinar que a mulher receba R$ 6 mil pelos danos morais na condição de pessoa jurídica.

A microempreendedora, que é intermediária da agência de turismo, afirmou ter vendido os bilhetes a dois clientes. Contudo, a administração do Museu do Louvre rejeitou os ingressos, afirmando que eles estavam irregulares. Assim, os consumidores foram obrigados a comprá-los novamente. Em seu retorno ao Brasil, eles ajuizaram ação contra a intermediária, que acabou fazendo um acordo e pagou-lhes R$ 6 mil.

A mulher afirmou que passou por vexame, constrangimento e humilhação perante os clientes, o funcionário da empresa, familiares, colegas, fornecedores e parceiros. Na demanda judicial contra a agência parceira, ela alegou que a empresa se negou a reembolsar os consumidores, e reivindicou o ressarcimento dos gastos e indenização pelos danos morais.

Em 1ª Instância, a ação foi julgada improcedente. O juiz Lauro Sérgio Leal considerou que não havia nos autos qualquer tipo de contrato formal demonstrando a relação entre a microempreendedora e a agência. Além disso, ficou provado que os consumidores receberam de volta a quantia despendida com os bilhetes adicionais.

A empresária recorreu e conseguiu reverter a decisão. O relator, desembargador Rui de Almeida Magalhães, determinou que a empresa pagasse R$ 6 mil à microempresária, deduzido o montante de R$ 434,56, que havia sido pago aos clientes lesados na França.

Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.
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