Polícia

Filho policial mata PM da reserva em Lavras e alega que defendeu a mãe

Um policial militar da reserva, de 55 anos, foi morto a tiros na madrugada desta segunda-feira, 4 de maio, dentro de uma residência em Lavras, no Sul de Minas. Segundo informações atribuídas à Polícia Civil, o autor dos disparos é o próprio filho da vítima, de 33 anos, também policial militar, que afirmou ter atirado para defender a mãe e a filha, de cinco anos.

A vítima foi identificada como Joaquim Ribeiro Pinto Júnior. De acordo com as informações repassadas pela Polícia Militar, a corporação foi acionada por volta de 0h50 para atender a ocorrência na Rua José Augusto do Amaral, no bairro Vila São Sebastião. Ao chegarem ao imóvel, os militares encontraram o homem caído no chão da sala de estar, próximo à porta de entrada da casa.

Ainda conforme a Polícia Militar, Joaquim apresentava perfurações provocadas por disparos de arma de fogo. No local, os policiais também encontraram cápsulas deflagradas e vestígios de sangue ao lado do corpo. A área foi isolada para os trabalhos da perícia.

O filho da vítima relatou aos policiais que foi até a casa dos pais e encontrou o pai embriagado, fazendo ameaças contra a esposa e portando uma arma de fogo. Segundo a versão apresentada por ele, a situação já estaria tensa quando ele chegou ao imóvel.

O suspeito afirmou que tentou intervir na discussão e levou a mãe e a filha para um quarto da residência, com o objetivo de protegê-las. Ainda conforme o relato, mesmo após as duas irem para o cômodo, Joaquim teria feito disparos contra a janela do quarto, atingindo a parede e um televisor próximos às vítimas.

De acordo com a versão do filho, ele pediu para que o pai deixasse a arma, mas Joaquim teria apontado o cano em sua direção. Nesse momento, segundo o suspeito, ele efetuou os disparos contra o pai.

Após os tiros, o próprio suspeito acionou a Polícia Militar e o Samu. Conforme as informações registradas na ocorrência, o atendimento médico não teria sido realizado naquele momento por falta de viatura disponível. Quando os militares chegaram ao endereço, Joaquim já estava sem vida.

A esposa da vítima e mãe do suspeito confirmou à polícia a versão apresentada pelo filho. Ela relatou que era casada com Joaquim havia cerca de 36 anos e afirmou que o marido apresentava comportamento agressivo, com episódios de violência física e moral dentro de casa ao longo do relacionamento.

Ainda segundo a Polícia Militar, havia dois registros anteriores de violência doméstica envolvendo Joaquim. A corporação informou também que ele fazia uso de álcool e medicamentos controlados. Vizinhos teriam relatado aos policiais que brigas e discussões eram frequentes na residência.

O corpo de Joaquim Ribeiro Pinto Júnior foi sepultado na tarde desta segunda-feira. O filho dele foi preso e encaminhado à delegacia, onde seria ouvido. A Polícia Civil investiga o caso para apurar as circunstâncias da morte e verificar a versão de legítima defesa apresentada pelo suspeito.

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