Adolescente que matou eletricista em Luz é internado em Centro de Custódia em Divinópolis
O adolescente de 17 anos apreendido por matar a facadas o eletricista de automóveis Leonardo Lucas Teixeira Silva, de 48 anos, em Luz, foi internado em um Centro de Custódia de Adolescentes em Divinópolis. A decisão foi determinada pelo plantão Justiça após o crime ocorrido no último sábado (20/9), no bairro Nossa Senhora Aparecida.
De acordo com o delegado Vinícius Machado, responsável pelo caso em Luz, a medida atende à gravidade do ato infracional análogo a homicídio consumado. O menor confessou ter cometido o crime dentro da oficina da vítima, utilizando uma faca que foi apreendida e apresentada na delegacia.
O delegado explicou que, em casos de crimes violentos, a internação de adolescentes pode variar de um a três anos. O período é definido conforme avaliação da Justiça e relatórios periódicos de acompanhamento. Além disso, ao atingir a maioridade, o jovem pode permanecer internado, mas sem registro de antecedentes criminais, já que o ato é tratado dentro do sistema socioeducativo.
O crime chocou a comunidade de Luz. Leonardo, conhecido como “Léo Eletricista”, foi encontrado morto com diversos ferimentos no interior de sua oficina. Segundo apuração preliminar, o adolescente teria se desentendido com a vítima após uma discussão e, em seguida, desferiu os golpes fatais. O veículo do eletricista foi localizado posteriormente em um terreno baldio e removido ao pátio credenciado.
Ainda segundo informações, o adolescente foi apreendido em sua residência, na presença da mãe, e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil. A versão apresentada por ele será investigada em inquérito, com análise dos laudos periciais e das circunstâncias do homicídio.
A expectativa é de que a Polícia Civil conclua o inquérito nas próximas semanas e encaminhe o relatório ao Ministério Público, responsável por requerer as medidas judiciais cabíveis.
A internação do menor em Divinópolis segue como medida preventiva e protetiva, em consonância com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê sanções diferenciadas para menores de 18 anos. O caso seguirá sendo acompanhado pelo Judiciário e pelo Ministério Público, que poderão solicitar a prorrogação da medida conforme a gravidade e a repercussão social do crime.








