Minas Gerais

Apagão defensivo custa caro, e Cruzeiro perde para o Bragantino por 4 a 2 em Bragança Paulista

Raposa sofre três gols em 30 minutos, reage na etapa final, mas volta a apresentar fragilidades na bola aérea e desperdiça oportunidade de entrar no G-4 do Campeonato Brasileiro de 2026.

O Cruzeiro sofreu uma dura derrota para o Red Bull Bragantino por 4 a 2, na noite desta segunda-feira (12), no estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2026. Em uma partida marcada por falhas defensivas, principalmente nas jogadas aéreas, a equipe celeste teve um início desastroso, sofreu três gols ainda nos primeiros 30 minutos e não conseguiu evitar o resultado negativo, apesar da tentativa de reação.

O primeiro gol do Bragantino saiu aos 12 minutos do primeiro tempo. Após cobrança de escanteio de Wallace Yan na primeira trave, Lucas Barbosa apareceu bem pelo alto e desviou de cabeça para abrir o placar. Aos 20 minutos, novamente em uma jogada de escanteio na primeira trave, a defesa cruzeirense falhou na tentativa de afastar a bola, e o atacante Kaio Jorge acabou marcando contra a própria meta. A fragilidade da Raposa nas bolas paradas ficou evidente e comprometeu o planejamento da equipe para o restante da partida.

Aos 30 minutos, o Bragantino aproveitou mais uma desorganização defensiva do Cruzeiro para ampliar a vantagem. Depois de uma sequência de finalizações e rebotes dentro da área, Eric Ramires apareceu para concluir e fazer 3 a 0. O placar construído em apenas meia hora evidenciou um verdadeiro apagão celeste, com dificuldades de posicionamento, proteção da área e reação diante das investidas adversárias. O goleiro Tiago Volpi também teve participação importante, realizando defesas que impediram uma reação cruzeirense mais precoce.

Mesmo em desvantagem, o Cruzeiro conseguiu diminuir aos 43 minutos da primeira etapa. Matheus Pereira participou da construção da jogada, Kaio Jorge deu o passe para Zé Lucas, que finalizou para marcar o primeiro gol celeste. Na volta do intervalo, a equipe mineira tentou aumentar a pressão e buscou espaços para diminuir a diferença. Entretanto, o Bragantino conseguiu administrar parte da vantagem e continuou levando perigo quando encontrava oportunidades para explorar os espaços deixados pela defesa visitante.

A reta final reservou mais emoção. Aos 44 minutos do segundo tempo, Matheus Henrique marcou o segundo gol do Cruzeiro e reacendeu a esperança de buscar o empate. A equipe celeste voltou a ficar a apenas um gol de distância e tentou aproveitar o momento para pressionar o adversário. Porém, a reação durou pouco: praticamente na sequência, aos 45 minutos, Isidro Pitta ajeitou a bola para José Herrera, que avançou e finalizou para marcar o quarto gol do Bragantino, decretando o placar de 4 a 2.

Os números da partida mostram que o Cruzeiro teve maior controle da posse de bola, com aproximadamente 69%, contra 31% do Bragantino. A Raposa também finalizou 25 vezes e acertou 13 chutes no gol, mas encontrou um Tiago Volpi inspirado, responsável por 11 defesas. O Bragantino foi mais eficiente nas oportunidades criadas e aproveitou os erros defensivos do adversário, especialmente nas bolas paradas. O contraste entre volume ofensivo e eficiência ajuda a explicar como o Cruzeiro produziu chances, mas terminou derrotado por uma diferença de dois gols.

Com o resultado, o Cruzeiro permaneceu na sexta colocação do Brasileirão, com 48 pontos, desperdiçando a oportunidade de entrar no G-4. O Fluminense, quarto colocado, soma 51 pontos, mantendo a equipe mineira três pontos atrás da zona de classificação direta para a Libertadores. A derrota interrompe a sequência de duas vitórias da Raposa e acende um alerta para a comissão técnica de Artur Jorge, sobretudo em relação à organização defensiva e à marcação nas bolas aéreas.

Apesar do tropeço, o Cruzeiro continua vivo na disputa por uma vaga entre os quatro primeiros e ainda tem condições de realizar uma campanha expressiva nesta reta final do Campeonato Brasileiro. Para isso, será fundamental corrigir as falhas apresentadas em Bragança Paulista, recuperar a consistência defensiva e transformar o volume de jogo em resultados positivos. A qualidade ofensiva demonstrada durante a reação é um ponto a ser valorizado, mas o time precisará evitar novos apagões como o desta segunda-feira para seguir firme na luta pelo G-4 em 2026.

Ronner Miranda | Portal G37

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