Divinópolis

Setembro amarelo: psicóloga orienta sobre sinais e como pedir auxílio

Setembro Amarelo é o mês dedicado à prevenção do suicídio. Trata-se de uma campanha, que teve início no Brasil em 2015, e que visa conscientizar a população sobre a valorização da vida. De acordo com a professora do curso de Psicologia do Centro Universitário Una, Karla Patrícia Paiva Ferreira, o setembro amarelo é um mês em que se busca realizar ações de acolhimento, suporte e apoio a população de forma geral, promovendo a prevenção através do contato social, do afeto e do apoio.
Segundo Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 700 mil pessoas morrem por suicídio anualmente no mundo, sendo a quarta maior causa de óbitos entre jovens de 15 a 29 anos. No Brasil, em média, 14 mil suicídios acontecem por ano. Para Karla, o aumento destes números reflete no crescimento dos episódios de ansiedade e depressão, de sensação de isolamento e não pertencimento ao mundo e falta de sentido de vida. Ela ressalta que diante da pandemia este índice foi agravado. Além disso, todo o contexto social, fatores culturais e ao momento em que a pessoa está vivendo, são questões que podem levar ao aumento deste índice, mas que com a união de todos, est a realidade pode mudar.
“É importante destacar que além dos profissionais da saúde, a população pode ajudar a diminuir este número através do acolhimento. A campanha deste ano traz que ‘falar é a melhor solução’. Por isso, é necessário que as pessoas tenham rede de apoio; seja em casa, na escola, no local de trabalho, e que estes espaços sejam ambientes saudáveis. São nestes lugares que as pessoas vão poder falar das suas dores e seus sofrimentos”, explica a psicóloga.

Sinais
Karla explica que alguns sinais podem chamar atenção para o comportamento de quem apresentam sinais de depressão. Ela destaca que apesar destes sintomas serem comuns, podem variar de pessoa para pessoa.
“De maneira geral, podemos destacar tristeza profunda, distúrbios do sono e alimentação, persistência de pensamentos e ideias negativas, apatia a relações sociais, baixa auto estima, causar dores físicas, processo de isolamento ou rejeição, irritabilidade, vontade de chorar ou choro frequente, mudanças de hábitos que a pessoa gostava, mudança de comportamento e humor bruscos. Este são alguns sinais de alerta em que podemos perceber que a pessoa não está bem e que precisa de ajuda”, orienta Karla.
Segundo a psicóloga, outros fatores, como histórico familiar, transtornos mentais (depressão, bipolaridade, humor), fatores de stress (como desemprego, luto, abuso físico ou sexual, acidente), sentimento de desapego à vida, automutilação, apresentar mensagens/ sinais através de cartas ou redes sociais de que não quer mais viver podem ser observados.
Ainda segundo Karla, a partir do momento em que a pessoa sentir necessidade de buscar ajuda, ou até mesmo familiares ou amigos que tenham percebido situações adversas, é orientado buscar auxílio profissional.

Atendimento gratuito
A professora do curso de Psicologia do Centro Universitário Una, Karla Patrícia Paiva Ferreira, ressalta que no Centro Universitário Una Bom Despacho e na Faculdade Una Divinópolis, é oferecido para a população atendimento gratuito em Psicologia. Realizados pelos discentes do curso e acompanhados por professores do Curso de Psicologia, o atendimento segue os preceitos éticos e profissionais da profissão.
Em Bom Despacho a clínica escola funciona na Avenida Guarujá, nº 633, no bairro JK. Os atendimentos são gratuitos, encaminhados a partir da rede pública de Bom Despacho e acontecem na segunda-feira de 8h às 12, terça, quinta e sexta-feira de 13h às 17h e aos sábados de 8h às 16h. Já em Divinópolis a Clínica Escola funciona na Rua Coronel João Notini, nº 151, no centro. Os atendimentos acontecem de segunda a sexta-feira e podem ser agendados pelo telefone (37) 3216-1600 ou na própria unidade.
Outro canal de atendimento gratuito é o Centro de Valorização da Vida (CVV). Através do 188 é possível ligar de forma gratuita e anônima. O Canal também disponibiliza um chat para conversa.

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