Saudade dos tempos de paz

Quando éramos crianças, torcíamos para que o mundo evoluísse. Somos de uma geração que assistiu à chegada da transformação global. Vimos o surgimento do computador, da TV em cores, da internet, do celular e de tantas outras mudanças reunidas em um grande pacote chamado modernidade.
Sem dúvida, muita coisa veio para ficar e trouxe mais conforto e qualidade de vida para a população. Mas, como tudo na vida, há o bônus e o ônus. A pergunta que fica é: a que custo estamos pagando por isso?
Hoje, já não sabemos o que pode acontecer amanhã. Os valores mudaram de tal forma que, muitas vezes, não conseguimos distinguir com clareza o que é certo ou errado. Vivemos com a sensação constante de estarmos sentados sobre um barril de pólvora, prestes a explodir.
É como diz o velho ditado: se correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come. Não sabemos mais em quem acreditar. A situação parece deteriorada em nível mundial.
Sinto uma profunda tristeza por essa juventude, que não pôde viver dias de glória como aqueles que vivemos. Há uma saudade imensa do tempo em que os valores eram mais sólidos e sabíamos como agir diante das situações da vida.
Era algo simples, mas tão valioso: andar pelas ruas da nossa cidade sem medo. Que prazer era ir à praia, se expor ao sol, sem a constante preocupação de ser roubado ou perder a própria vida.
Como era gratificante trabalhar, planejar e economizar para comprar uma roupa nova e sair com a turma no fim de semana. Os sonhos eram simples, e os valores, palpáveis.
Pois é, minha gente. Resta-nos rezar por tempos melhores, por mais qualidade de vida e por dias de paz. Deus é pai, não padrasto, e que Ele nos ajude. Oremos.
Amnysinho Rachid
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