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“Quando a arte insiste em existir: ‘Luz e Sombra’ estreia em Divinópolis para tocar o que há de mais humano em nós”

Há noites em que o palco se transforma em espelho. E há espetáculos que não apenas entretêm — mas tocam, atravessam, inquietam. Assim será a estreia do espetáculo “Luz e Sombra”, no dia 27 de junho, sexta-feira, às 19h30, no Teatro Municipal Usina Gravatá, em Divinópolis, com entrada gratuita.

Baseado no livro de poesia homônimo do artista Ailton Costa, o espetáculo é mais que um evento cultural: é um convite ao mergulho na alma humana. Com poesia, performance, música, teatro e uma exposição artística, “Luz e Sombra” é a encenação sensível e visceral da vida de dois artistas em cena e nos bastidores — suas dores, suas memórias, seus medos e a força de continuar existindo através da arte.

Entre um teste fracassado e um ensaio improvisado, eles refletem sobre o fazer artístico, o amor, os traumas e a coragem de seguir mesmo quando tudo parece escuro. Com humor fino, metalinguagem e cenas íntimas, o público será provocado a rir, se emocionar, e sobretudo, a olhar com mais empatia para quem insiste em existir artisticamente num mundo que tantas vezes escolhe não ver.

“Luz e Sombra” é mais que teatro. É resistência. É poesia em carne viva. É espelho. É cura. É semente.

Dois artistas, muitas camadas: quem são os protagonistas dessa travessia?

A atriz Rita Matiusso traz para o palco sua trajetória marcada por profundidade, sensibilidade e uma visão crítica do mundo. Com formação que entrelaça Ciências Sociais, Educação Tecnológica e Artes Cênicas, Rita mergulha em temas como ancestralidade, saúde mental e relações humanas, transitando com maestria entre teatro, cinema, dança, audiovisual e videoarte.
 No teatro, brilhou em montagens como Entre Quatro Paredes (2021), Castelos de Areia e Flores de Maio (2024), e foi aclamada na direção de musicais como Matilda (2024), vencedor de melhor espetáculo e direção, e O Pequeno Príncipe (2022). No cinema e audiovisual, atuou e dirigiu projetos potentes como Vento Frio do Norte (finalista no Festival Onyrus de Nova York), além de produções como Por Trás de um Sorriso e Divina(pólis) em Travessia.
 Com olhar que transforma feridas em arte e poesia, Rita faz da cena um território de escuta, denúncia e reconexão com a essência.

Já o multiartista Ailton Costa é daqueles criadores que não cabem em uma definição só. Ator, músico, poeta, compositor, iluminador, cineasta e diretor, é também autor do livro “Luz e Sombra”, que inspirou o espetáculo. Desde os 16 anos, Ailton constrói uma trajetória de intensidade e entrega, seja nos palcos — como na “Cia de Teatro: Os Teatráveis” —, no cinema — com curtas premiados como Todos Iguais (2013) — ou na música — com a banda Esfera do Ser, responsável por documentários musicais e clipes autorais.
 Criador inquieto, também assina o livro infantojuvenil bilíngue No Encantado Livro das Emoções: Rita (2024) e atua como colunista no Portal Phóx, dando visibilidade a artistas de todo o Brasil. Seu trabalho pulsa diversidade e entrega — sempre com um fio condutor claro: a arte como meio de existência, denúncia e afeto.

Muito além do palco: arte que ocupa a cidade com exposição

Desde maio, o projeto se expande em exposições artísticas inspiradas nos poemas do livro, com obras do artista plástico Edson Fernandes. Já passaram pelo Stágius Ateliê de Artes, Espaço Athos, Teatro Municipal Usina Gravatá, e agora seguem para a Biblioteca Pública Ataliba Lago, Câmara Municipal e Prefeitura de Divinópolis.

Uma obra que pulsa sentimentos e provoca reflexões

O livro “Luz e Sombra”, apresentado pelo presidente da Academia Divinopolitana de Letras, Augusto Fidelis, reúne poesias que iluminam o amor, a cidade, as memórias e as sombras que nos habitam. “Ailton Costa não se prende a um único tema, mas mantém uma coerência marcante na forma de expressar sua visão de mundo”, afirma Fidelis.

Poemas como “Saudade de Mim”, que revisita a infância com doçura, e “O Barqueiro no Rio das Mágoas”, que revela vulnerabilidade e coragem, são exemplos dessa travessia poética.

“Ai que saudade da minha criança,
 que tantas vezes me perdoou.
 Sou eu no canto com a insegurança,
 brincando de quem eu sou.”

“Canto com medo, não escondo segredo.
 Canto com raiva, às vezes me excedo.
 Canto para me ouvir, para me encontrar.”

“Luz e Sombra” não é só espetáculo, nem só livro, nem só exposição. É uma travessia emocional. Um convite para que, por uma noite — ou por uma leitura —, a gente se permita sentir. Porque, no fundo, todos temos um palco por dentro. E talvez, ao assistir a essa história, você descubra que parte dela também é sua.

Informações:

Telefone:

(37)988294928 Ailton Costa

https://www.instagram.oesferadoser

Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.
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