Divinópolis

Larvicida vencido de combate a dengue é encontrado em unidade de saúde de Divinópolis

Administração Gleidson Azevedo demonstra total despreparo com a saúde em Divinópolis

O Conselho Municipal de Saúde de Divinópolis, acionado pelo cidadão Vitor Costa, realizou inspeções em duas unidades de saúde da cidade, revelando uma preocupante descoberta em uma delas: material vencido destinado ao combate da dengue.

A denúncia foi originada pela observação de moradores e levada a conhecimento de Vitor. As larvas não estavam sendo eliminadas pelo larvicida administrado pelos agentes sanitários. Segundo ele, os comprimidos utilizados são ineficazes no combate às larvas do mosquito da dengue e deveriam ter sido substituídos por outro princípio ativo.

Vitor explicou também que,  a informação era de que no posto de saúde do Belvedere, haviam várias cartelas do larvicida vencidas. Entretanto, após ter vazado a informação de que a irregularidade estava sendo investigada, quando ele chegou ao local, já acompanhado por membros do CMS, uma caminhonete chegou ao posto  e supostamente retirou a prova material do “crime” do local.

Logo a seguir, com a investigação frustrada no Belvedere, todos, incluindo Vitor Costa, mais o presidente do CMS, Guilherme Lacerda foram para o posto de saúde do Bairro Niterói, onde conseguiram dar o flagrante da irregularidade. Com isso chamaram a Policia Militar e registraram o Boletim de Ocorrência 2024-004703638-001.

Prefeitura emite Nota de Esclarecimento

A Prefeitura de Divinópolis, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SEMUSA) informa que, no início da noite de segunda-feira (30/01), recebeu do Conselho Municipal de Saúde (CMS) uma denúncia relativa à existência e utilização de larvicida Natular com data de validade expirada dentro das unidades de saúde. 

A Diretoria de Vigilância em Saúde foi informada que o CMS compareceu em dois pontos de apoio da diretoria, onde trabalham ACEs (Agente de Combate a Endemias) para apurar a denúncia.  No primeiro ponto visitado, o CMS não identificou o produto vencido, já no segundo ponto foi identificado cartelas com o larvicida vencido em 12/2023.

Segundo a Diretoria de Vigilância em Saúde, os larvicidas são entregues aos supervisores dos ACEs de cada região e os mesmos entregam para os ACEs, que possuem a responsabilidade de verificar a validade do material utilizado quando de sua aplicação e contactarem a diretoria para a substituição do produto quando necessário.

Na região em que foram localizados os produtos vencidos não existe nenhuma solicitação de troca do produto.

A distribuição dos larvicidas é realizada pelo Ministério da Saúde que, em cadeia de distribuição, repassa às Secretarias Estaduais de Saúde e estas, por sua vez, repassam aos municípios. Os larvicidas que, no momento, estão sendo utilizados pelos ACEs tem validade até em maio de 2024. 

Erika Camargos, Diretora de Vigilância em Sáude, ressalta que: “Nos causa muita estranheza a existência dos larvicidas vencidos na unidade, uma vez que, em razão do trabalho rotineiro e constante dos Agentes de Endemias, os larvicidas se esgotam antes do prazo do vencimento, o uso de larvicida vencido é inadmissível, pois com data de validade expiradas eles perdem o seu efeito. Reafirmo o compromisso da Secretaria Municipal de Saúde, Diretoria de Vigilância em Saúde, em zelar pela saúde da população”.

Sheila Salvino, Secretária de Saúde, determinou uma varredura em todas as unidades de apoio e almoxerifidos para averiguação de datas e acondicionamento de todos os itens: “Classifico o fato como gravíssimo e, de pronto, determino a abertura de uma sindicância para apuração das responsabilidades  e, uma vez identificados os responsáveis, que se proceda à instauração do Processo Administrativo Disciplinar. (PAD). Pedimos desculpas à população, tomaremos medidas eficazes para que isso não volte a ocorrer”.

A região onde houve a utilização do arvicida Natular com data de validade expirada será reavaliada.

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