Incertezas do retorno às aulas na UEMG

Desde o mês de março de 2020, toda a comunidade acadêmica da UEMG, adotou método de Ensino Remoto Emergencial (ERE), como foi legalizada através da PORTARIA Nº 343, DE 17 DE MARÇO DE 2020, do Ministério da Educação, a fim de amenizar os prejuízos causados pela pandemia do COVID-19, no que tange ao atraso da formação dos docentes e a suspensão total das aulas.
A medida implantada pelo MEC, como o próprio nome já diz, foi uma medida de emergência e como tal, por consequência, alguns déficits foram invitáveis, como a falta de habilidade e capacitação para os professores, infraestrutura tecnológica tanto para os docentes, quanto para os discentes e até mesmo, a falha na comunicação que já existia anteriormente, além é claro, de muitos outros empecilhos.
É válido destacar, que, diferente do que se pensa, o Ensino Remoto Emergencial, não é o Ensino a Distância (modalidade de ensino já existente anteriormente), afinal o EaD, é uma modalidade oficial do Governo, além de permitir uma maior flexibilidade no ensino, e nas atividades praticadas. Já o ERE, foi uma estratégia de caráter extraordinário, por um determinado período de tempo, tempo o qual foi encerrado agora no início do ano de 2022 pelo Conselho Universitário através da RESOLUÇÃO CONUN/UEMG Nº 552 de 14 DE MARÇO DE 2022.
Definido como retorno das aulas o dia 11 de abril de 2022, os professores da instituição se encontram-se de greve desde o dia 18 de março, por tempo indeterminado, situação que preocupa grande parte dos alunos. Para José Eduardo, aluno do curso de jornalismo a situação é ainda mais agravante, ele que mora atualmente em Capelinha-MG, teve início das aulas já no ERE, não precisou se mudar para o município, porem a incerteza o deixa inseguro do que fazer. “Todo o cenário, atrapalha todos nossos planos e a logística de mudar para Divinópolis”.
A reivindicação dos professores é a recomposição salarial entre os anos de 2012 e 2021, o que chegaria a 71% de aumento, uma vez que o cumprimento do acordo da greve de 2016, firmado na Justiça, não foi cumprida no governo de Fernando Pimentel (PT) e o atual governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), se recusa a cumprir as devidas determinações judiciais do acordo firmado como condição do fim da greve de 2016.
Além do reajuste salarial, o corpo docente, pede a não adesão de Minas Gerais ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF).
Além da greve, a volta do ensino presencial, tão esperado, vem se tornando mais um problema. Quase no fim da pandemia, a unidade de Divinópolis, recebeu uma verba para a melhoria na estrutura da Universidade, que já vinha protelando pelo Estado, com isso, algumas salas e laboratórios da instituição atualmente se encontra sem janelas e sem pisos.
Com a UEMG em obras e o fim do ERE, sem amparo legal para sua continuação, a Diretoria, juntamente com a equipe Administrativa apresentaram resoluções temporárias para esse retorno presencial tão esperado. Segundo a diretora, Ana Paula, da unidade de Divinópolis, em um vídeo explicativo na rede social da instituição, as localidades que locaram os alunos, foram bem pensadas, desde a logística de chegada, ao conforto e segurança dos alunos.
Assim a definição dos lugares foram, parte das turmas, na própria UEMG, e as demais cursos serão divididos entre a Escola Estadual Martin Cyprien e a o campus da Federal de São João del-Rei (UFSJ)
Válido ressaltar que essa resolução temporária, caberá apenas para os cursos do noturno, assim os demais da parte da manhã e da tarde, permanecerá na UEMG.
Por: Gusttavo Majory
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