Jovem sofre lesão cerebral após treino de kickboxing e polícia investiga caso em academia de Divinópolis

Um jovem de 24 anos ficou gravemente ferido após participar de um treinamento de kickboxing em uma academia localizada no bairro Interlagos, em Divinópolis, na noite de terça-feira (18). O caso passou a ser apurado pelas autoridades depois que, durante o atendimento médico, foram constatadas várias lesões, entre elas fratura no nariz, edemas na região da cabeça, hematoma próximo ao olho e uma lesão cerebral. As informações inicialmente apresentadas sobre o que teria acontecido durante o treinamento não foram suficientes para explicar, naquele momento, a origem de todos os ferimentos encontrados no paciente.
De acordo com as informações registradas pela Polícia Militar, o jovem teria apresentado um mal-estar durante a atividade esportiva e, em seguida, sofrido uma crise convulsiva. Ele recebeu os primeiros atendimentos e foi encaminhado inicialmente para uma unidade de saúde. Posteriormente, diante da necessidade de avaliação especializada e da gravidade do quadro apresentado, o paciente foi transferido para o Complexo de Saúde São João de Deus, em Divinópolis, onde passou por novos exames e acompanhamento da equipe médica.
Durante a avaliação hospitalar, os profissionais identificaram lesões que exigiram cuidados adicionais. Além da fratura no nariz e dos hematomas, foram constatados edemas na cabeça e uma lesão cerebral. O quadro levou à realização de um procedimento cirúrgico. Até a última atualização, não havia sido divulgado um boletim médico detalhado com informações sobre a evolução do paciente, eventual previsão de alta ou possíveis consequências das lesões identificadas durante os exames.
A Polícia Militar foi comunicada sobre as características dos ferimentos e iniciou diligências para tentar esclarecer o que havia acontecido antes de o jovem receber atendimento. Segundo o registro policial, as primeiras informações sobre um mal-estar seguido de convulsão apresentaram inconsistências quando comparadas ao conjunto de lesões constatadas pela equipe médica. A existência dessas divergências, entretanto, não permite concluir, por si só, como os ferimentos foram provocados ou se houve participação de outra pessoa.
Os militares foram até a academia no bairro Interlagos onde o treinamento teria ocorrido. O objetivo era localizar o responsável pelo estabelecimento, o instrutor que acompanhava a atividade e possíveis testemunhas que estivessem presentes no momento do episódio. Durante a diligência, porém, os policiais não conseguiram encontrar essas pessoas para prestar esclarecimentos sobre a sequência dos acontecimentos. Com isso, a dinâmica permaneceu indefinida no encerramento do registro realizado pela Polícia Militar.
Até aquele momento, também não havia elementos suficientes para determinar se as lesões ocorreram durante uma atividade normal do treinamento, em alguma prática de contato físico, em uma queda, durante a crise convulsiva ou em circunstância diferente. Nenhuma dessas hipóteses havia sido oficialmente confirmada. A Polícia Militar informou ainda que não existiam elementos suficientes para atribuir a prática de crime a uma pessoa específica, mantendo a necessidade de uma apuração mais detalhada.
A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil, que deverá reunir informações capazes de esclarecer a origem dos ferimentos. A investigação poderá considerar depoimentos do responsável pela academia, do instrutor, de outros alunos ou pessoas que estavam no estabelecimento, além de eventuais registros de câmeras de segurança. Informações médicas relacionadas à natureza das lesões também podem auxiliar na reconstrução dos acontecimentos e na identificação do momento em que cada ferimento teria sido provocado.
Outro ponto que deverá ser esclarecido é qual atividade o jovem realizava imediatamente antes de apresentar o mal-estar. Até agora, não houve confirmação oficial de que ele participava de uma luta, de uma sessão de sparring ou de outro exercício de contato quando passou mal. Também não há informação oficial que permita afirmar que tenha ocorrido uma agressão. A investigação deverá separar as circunstâncias próprias da prática esportiva de eventuais fatos externos que possam ter relação com os ferimentos.
O nome da academia não foi divulgado nas informações policiais apresentadas sobre o caso. Tentativas de contato realizadas por veículos locais não haviam resultado, até as últimas atualizações, em uma manifestação pública esclarecendo a versão do estabelecimento. Dessa forma, permanece pendente o relato de quem acompanhava diretamente o treinamento e das pessoas que estavam no local quando o jovem apresentou o problema de saúde.
A Polícia Civil deverá analisar as versões e os elementos reunidos para estabelecer se existe relação direta entre o treinamento de kickboxing e todas as lesões encontradas no jovem. A apuração também deverá esclarecer se os ferimentos foram provocados antes, durante ou depois do momento em que ele apresentou o mal-estar e a crise convulsiva. Até que esses procedimentos sejam concluídos, não há definição oficial sobre a causa das lesões.
O caso permanece em investigação em Divinópolis. As próximas informações deverão depender do avanço das diligências, da localização e oitiva das pessoas presentes na academia e de eventuais novos dados médicos sobre o paciente. Até o momento, o que está confirmado é que o jovem sofreu lesões graves, incluindo uma lesão cerebral, precisou passar por cirurgia e que as circunstâncias em que os ferimentos ocorreram ainda não foram completamente esclarecidas.









