Minas Gerais

Aos 73 anos, escritora itapecericana Cidinha Ribeiro recebe prêmio literário para a maturidade no Concurso Voa UniSER/UnB

A cerimônia de premiação acontece no dia 16 de julho, às 19h30, em formato on-line e transmitida em tempo real pelo Canal do Voa no YouTube.

A escritora mineira Cidinha Ribeiro (@umasenhoraescritora) participa no próximo dia 16 de julho da cerimônia de premiação do Concurso Voa UniSER/UnB: Prêmio Literário para a maturidade – edição 2022/2023, a ser realizada em formato on-line e transmitida em tempo real pelo Canal do Voa no YouTube, às 19h30. A autora, de 73 anos, é uma das premiadas do concurso que visa estimular o potencial social e intelectual das pessoas na maturidade. Cidinha estreou há pouco menos de uma década no universo literário e, recentemente, lançou sua primeira experimentação em prosa poética, o livro “Eva no tempo” (Boutique do Livro, 238 pág.).

A obra é um compilado de pequenas histórias protagonizadas por mulheres que revelam a opressão, o  machismo e a misoginia perpetuados na sociedade desde que a primeira mulher criada por Deus foi expulsa do Paraíso. “Eva no tempo” é dividido em três partes, sendo a mais extensa a segunda, que dá título à obra. Nela, o leitor é apresentado às histórias das Evas. Em cada texto, elas ganham uma característica específica. Há a Eva iludida, a Eva perspicaz, a Eva esquisita, e assim por diante. São 99 histórias curtas com começo, meio e fim. Todas giram em torno da relação da mulher com os dissabores e eventuais deleites da vida feminina. A obra conta ainda com um adendo que traz escritos de outras autoras convidadas por Cidinha a discorrer sobre a mesma temática.

A trajetória literária de Cidinha Ribeiro é marcada por uma dedicação contínua à escrita, iniciada tardiamente na vida adulta após uma carreira como pedagoga e servidora pública. O Concurso Voa UniSER/UnB, que faz parte do programa de extensão da Universidade do Envelhecer (UniSer), celebra não apenas a maturidade literária, mas também a capacidade de reinvenção e inovação artística de escritores que, como Cidinha Ribeiro, encontram na escrita uma forma de resistência e transformação social.

Das cartas por encomenda a escrita por prazer

Cidinha Ribeiro nasceu em Itapecerica, interior de Minas Gerais, em 1950. Viveu no município até os 19 anos e depois mudou-se para Belo Horizonte, capital do estado, onde morou por mais de três décadas. Formou-se pedagoga pelo Instituto Estadual de Educação de Minas Gerais (IEMG), na década de 1980 e foi servidora pública estadual até se aposentar da função. É casada há 54 anos, mãe e avó. Atualmente mora na cidade natal.

A escrita surgiu na vida da mineira ainda na adolescência. “Na época, eu escrevia cartas de amor por encomenda para namorados alheios e fazia diários”, revela. A primeira publicação, no entanto, só veio depois de algumas décadas, em 2015, com o lançamento de “Tricotando lembranças e costurando histórias”, obra de crônicas. Em 2017, publicou “Rascunhos”, livro de contos.

Em seguida vieram “No espelho das águas”, dedicado a memórias autobiográficas,  e “O Sol deixa marcas no chão”, com crônicas. A autora também participou de publicações coletivas, como as antologias “Diálogos da pandemia”, organizada por Helvécio Carlos, colunista do jornal Estado de Minas, e “Desobediências miúdas”, da Primavera Editorial, essa em parceria com o coletivo Escreviventes.

SERVIÇO

Cerimônia de Premiação do Concurso Voa UniSER/UnB

Data: 16/07/2024

Horário: 19h30

Formato on-line e transmitida em tempo real pelo Canal do Voa no YouTube

Fonte: Com.tato

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