PCMG prende mulher por matar a própria filha de 39 dias

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, na quarta-feira, 25 de março de 2026, uma mulher de 21 anos suspeita de matar a própria filha, uma bebê de 39 dias, no município de Curvelo, na região Central do estado.
A prisão ocorreu após o avanço das investigações, que inicialmente tratavam o caso como morte de causa indeterminada. Com o andamento do inquérito, elementos técnicos e depoimentos passaram a indicar a possibilidade de um evento violento.
O caso teve início na terça-feira, 24 de março, quando a Polícia Militar de Minas Gerais e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foram acionados para atender a uma ocorrência de encontro de cadáver na residência da família.
No local, as equipes constataram a morte da criança, o que motivou o início das apurações por parte da Polícia Civil.
Durante as investigações, foram realizados exames periciais e ouvidos familiares da vítima. O laudo de necropsia foi determinante para o andamento do caso, ao apontar que a causa da morte foi asfixia mecânica.
Com base nos resultados periciais e demais elementos reunidos, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva da suspeita, medida que foi deferida pela Justiça.
Durante interrogatório na unidade policial, a mulher confessou ter provocado a morte da filha durante a madrugada, utilizando um cobertor para obstruir as vias respiratórias da bebê.
Ainda segundo a Polícia Civil, a investigada relatou ter praticado conduta semelhante no ano anterior, que teria resultado na morte de outro filho recém-nascido. Esse caso já é alvo de investigação em um inquérito separado.
As apurações também indicaram, conforme relatos de testemunhas, um histórico de rejeição à maternidade e falhas nos cuidados com a criança.
Outro fator considerado pelas autoridades foi a necessidade de proteção de um terceiro filho da investigada, de 2 anos, que poderia estar em situação de risco.
Após a prisão, a suspeita foi encaminhada ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam, com o objetivo de esclarecer completamente os fatos e concluir os procedimentos de polícia judiciária.
O caso segue sob responsabilidade das autoridades competentes.









