Polícia

Dois irmãos envolvidos na morte de sargento morrem em confrontos com a ROTAM em Campo Belo

Dois irmãos apontados pela Polícia Militar como suspeitos de envolvimento na morte do 3º Sargento Rodrigo da Silva Pereira morreram neste domingo, 20 de setembro, durante ações da ROTAM (Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas) em Campo Belo. As ocorrências aconteceram em pontos diferentes da cidade, durante diligências que integram as investigações e operações iniciadas após o assassinato do militar, ocorrido em março deste ano.

De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Militar, uma das ações aconteceu no bairro Belvedere e a outra nas proximidades do bairro Cruzeiro. As equipes da ROTAM realizavam diligências relacionadas ao caso quando localizaram os dois suspeitos. Segundo a versão apresentada pela corporação, em ambas as situações houve reação às abordagens e confronto armado com os policiais.

Os dois irmãos foram atingidos durante os confrontos. Ainda conforme as informações policiais, eles receberam socorro e foram encaminhados para a Unidade de Pronto Atendimento de Campo Belo, mas não resistiram aos ferimentos. Até a atualização das informações neste domingo, os nomes e as idades dos dois homens não haviam sido divulgados publicamente.

A Polícia Militar divulgou um vídeo institucional com informações sobre as ações realizadas neste domingo. As circunstâncias de cada confronto deverão integrar os procedimentos administrativos e investigativos previstos para ocorrências envolvendo intervenção policial. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre armas eventualmente apreendidas, quantidade de disparos ou outros materiais recolhidos nas duas ocorrências.

As ações deste domingo são mais um desdobramento das operações iniciadas depois do assassinato do 3º Sargento Rodrigo da Silva Pereira. O militar, de 40 anos, foi morto a tiros na noite de 4 de março de 2026, em Campo Belo. Ele era lotado na 161ª Companhia da Polícia Militar e atuava no combate à criminalidade na região.

Na noite do crime, Rodrigo estava dentro de um automóvel acompanhado do filho quando dois homens em uma motocicleta se aproximaram. Imagens de câmeras de segurança registraram a chegada da moto ao lado do veículo e os disparos efetuados em direção ao motorista. O sargento foi atingido, chegou a receber socorro, mas morreu em consequência dos ferimentos.

O filho do policial não foi atingido pelos tiros. Ele sofreu ferimentos depois que o sargento, já baleado, perdeu o controle do automóvel. As informações divulgadas na época apontaram que a criança teve ferimentos leves.

Policiais militares buscando algo em um armário em um ambiente residencial.

Durante entrevista coletiva realizada no dia seguinte ao homicídio, a Polícia Militar informou que um dos suspeitos presos havia relatado que o ataque contra Rodrigo estaria relacionado à atuação profissional do militar contra integrantes de um grupo criminoso. Essa versão passou a integrar a linha de investigação sobre a motivação do assassinato.

As primeiras operações começaram ainda nas horas seguintes ao crime. Na atualização divulgada em 5 de março, cinco suspeitos haviam sido detidos e dois homens tinham morrido durante confrontos com policiais. Três armas de fogo também haviam sido apreendidas durante as diligências realizadas em Campo Belo.

Entre os dois ocupantes da motocicleta apontada como utilizada no assassinato, as informações policiais divulgadas naquele momento indicavam que um havia morrido durante confronto com a Polícia Militar e o outro tinha sido preso. Outras pessoas também passaram a ser investigadas pela possível participação no planejamento, apoio ou execução do crime.

Nos dias seguintes, o aparato policial em Campo Belo foi ampliado. Equipes especializadas de diferentes regiões de Minas Gerais foram deslocadas para o município e as diligências também alcançaram cidades vizinhas, diante da suspeita de atuação regional do grupo investigado.

Uma das principais fases das ações recebeu o nome de Operação Legado e foi realizada em 11 de março. A mobilização reuniu Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Penal e contou com 492 agentes de segurança, 117 viaturas e duas aeronaves. Foram cumpridos 69 mandados de busca e apreensão durante a operação em Campo Belo e outros municípios da região.

Naquela etapa, 14 pessoas foram presas, sendo 11 em cumprimento de mandados judiciais e três em flagrante. As equipes também apreenderam uma arma de fogo, drogas e mais de R$ 30 mil em dinheiro. As investigações apontavam para a atuação de uma organização criminosa com presença em Campo Belo e municípios próximos, principalmente em atividades ligadas ao tráfico de drogas.

Somando as detenções realizadas desde o assassinato do sargento às prisões ocorridas durante a Operação Legado, o balanço divulgado em 11 de março indicava 28 pessoas presas ou apreendidas. Naquele momento, quatro suspeitos já haviam morrido em intervenções policiais relacionadas às diligências realizadas depois do homicídio.

As operações continuaram depois dessa fase. Registros publicados em março apontaram novos confrontos envolvendo pessoas investigadas dentro do conjunto de ações desencadeadas após a morte do sargento. Em 17 de março, o acompanhamento das ocorrências já registrava oito mortes em intervenções policiais ligadas a esse contexto. Não havia, neste domingo, um balanço oficial consolidado e atualizado informando como os dois óbitos registrados agora serão contabilizados no conjunto das operações.

A investigação do assassinato de Rodrigo busca identificar não apenas os responsáveis pela execução, mas também possíveis mandantes e outros integrantes que teriam participado da preparação e do apoio ao ataque. Durante a Operação Legado, a Polícia Civil informou que continuava reunindo provas e informações para individualizar a participação de cada investigado.

O homicídio do militar ocorreu depois de quase duas décadas de atuação dele na Polícia Militar. As apurações realizadas desde março passaram a envolver diferentes forças de segurança e resultaram em prisões, apreensões de armas, drogas e dinheiro, além de sucessivas diligências em Campo Belo e cidades próximas.

No caso específico deste domingo, a informação divulgada até o momento é de que os dois irmãos eram considerados suspeitos de envolvimento na morte do sargento e foram localizados durante diligências realizadas pela ROTAM. A Polícia Militar afirma que os homens reagiram às abordagens e que os confrontos ocorreram separadamente no Belvedere e nas proximidades do Cruzeiro.

Os dois foram socorridos após serem baleados, mas as mortes foram confirmadas depois do encaminhamento à UPA de Campo Belo. Não foram divulgadas, até esta atualização, informações detalhadas sobre a participação atribuída a cada um deles no assassinato de Rodrigo, nem sobre eventual existência de mandados de prisão contra os irmãos.

As apurações relacionadas ao assassinato do 3º Sargento Rodrigo da Silva Pereira continuam. Os procedimentos referentes às duas intervenções policiais registradas neste domingo também deverão ser analisados pelas autoridades responsáveis para documentar as circunstâncias dos confrontos e os elementos recolhidos durante as diligências.

Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.
Botão Voltar ao topo

Bloqueador de Anúncio Detectado

Nosso conteúdo é gratuito e o faturamento do nosso portal é proveniente de anúncios. Desabilite o seu bloqueador de anúncios para ter acesso ao conteúdo do Portal G37.