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Hospital Universitário de Divinópolis começa a oferecer ultrassonografia de mamas para pacientes de 53 municípios do Centro-Oeste de Minas

O Hospital Universitário da Universidade Federal de São João del-Rei (HU-UFSJ), em Divinópolis, iniciou a oferta de exames de ultrassonografia de mamas e consultas especializadas em mastologia para pacientes de 53 municípios do Centro-Oeste de Minas Gerais. A ampliação dos atendimentos integra a segunda fase de implantação da unidade hospitalar e prevê, inicialmente, a realização de 16 exames por dia de atendimento e 14 consultas médicas por semana. O novo serviço busca ampliar o acesso ao diagnóstico de alterações mamárias, reduzir a demanda reprimida na rede pública e fortalecer as ações de prevenção e identificação precoce do câncer de mama.

A ampliação dos serviços ocorre durante o Outubro Rosa, campanha dedicada à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama. Nesta terça-feira (13 de outubro), o hospital promoveu uma atividade educativa na sala de espera do ambulatório, com orientações sobre os cuidados com a saúde da mulher. Durante a ação, as pacientes receberam cartões acompanhados de brincos de pérola, como parte da mobilização desenvolvida pela unidade hospitalar.

Os atendimentos com ultrassonografia de mamas começaram no dia 6 de outubro, inicialmente às terças-feiras, nos períodos da manhã e da tarde. A previsão é ampliar gradualmente a disponibilidade dos exames ao longo das próximas semanas, conforme o desenvolvimento das atividades assistenciais. A implantação do serviço faz parte da expansão dos atendimentos especializados do hospital, que integra a rede federal HU Brasil e atende moradores de Divinópolis e de outros municípios da região.

A chefe da Unidade de Ambulatório do HU-UFSJ, Raquel Resende Cabral de Castro e Silva, destacou que o início das consultas com médica mastologista e a realização de exames representam uma ampliação da assistência destinada às mulheres. A disponibilidade desses procedimentos permite que pacientes encaminhadas pela rede pública tenham acesso a avaliações especializadas, contribuindo para o acompanhamento de alterações nas mamas e para a identificação de doenças em estágios iniciais.

O acesso aos novos atendimentos ocorre por meio do sistema público de regulação. As pacientes devem procurar inicialmente uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou a Policlínica, onde passam por avaliação médica. Quando existe indicação para consulta especializada ou realização de ultrassonografia, o encaminhamento é realizado pela Central de Regulação Municipal, responsável pela organização dos atendimentos conforme a disponibilidade de vagas e os critérios estabelecidos na rede de saúde.

A primeira paciente a realizar o exame no novo serviço foi Cleusa Maria Gonçalves de Lima, moradora de Divinópolis, atendida em 6 de outubro. Ela mantém uma rotina anual de acompanhamento da saúde das mamas, com exames de ultrassonografia e mamografia, e realizou seu primeiro atendimento no Hospital Universitário. Durante a visita, destacou a importância de manter os exames preventivos em dia e de procurar acompanhamento médico para identificar possíveis alterações antes do aparecimento de complicações.

A médica mastologista Anamaria Rocha Mendes Andrade explicou que a implantação da ultrassonografia tem como uma de suas finalidades contribuir para a redução da fila de pacientes que aguardam o procedimento em Divinópolis. O exame funciona como método complementar à mamografia e pode auxiliar na avaliação de alterações identificadas durante consultas ou outros procedimentos diagnósticos. A expectativa é que a ampliação progressiva dos atendimentos permita absorver parte da demanda existente no município.

A ultrassonografia das mamas utiliza ondas sonoras para produzir imagens das estruturas internas do tecido mamário. O procedimento pode auxiliar na investigação de nódulos e outras alterações, conforme a avaliação médica. Apesar de sua importância, o exame não substitui a mamografia no rastreamento do câncer de mama, sendo utilizado de maneira complementar quando existe indicação clínica. A definição sobre quais exames realizar depende das características de cada paciente e da avaliação do profissional de saúde.

Durante as orientações relacionadas ao Outubro Rosa, a mastologista também chamou a atenção para alterações que podem indicar a necessidade de investigação médica. Entre os sinais estão o aparecimento de nódulos nas mamas, mudanças na aparência da pele, retração do mamilo, vermelhidão, inchaço e alterações na textura da pele semelhantes à casca de uma laranja. A presença de secreção com sangue pelo mamilo também exige avaliação médica. Esses sintomas não significam necessariamente a existência de câncer, mas precisam ser investigados.

A profissional também abordou a importância dos exames de rastreamento, realizados em pessoas que não apresentam sintomas, com o objetivo de identificar possíveis alterações antes do surgimento de manifestações clínicas. A recomendação apresentada durante a atividade foi de realização anual da mamografia a partir dos 40 anos para mulheres sem sintomas. O acompanhamento deve considerar a orientação médica, o histórico individual e as diretrizes aplicáveis ao atendimento de cada paciente.

A implantação dos exames de ultrassonografia e das consultas em mastologia amplia a estrutura de atendimento especializado disponível no Hospital Universitário de Divinópolis. Com a oferta inicial concentrada nas terças-feiras e a previsão de expansão nas próximas semanas, o serviço passa a integrar o atendimento de pacientes encaminhadas pela rede pública dos 53 municípios contemplados, com foco na investigação de alterações mamárias e na assistência à saúde da mulher.

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Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.

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