Copasa inicia recuperação de trecho crítico do Córrego Olhos d’Água em Divinópolis com investimento previsto de até R$ 1,3 milhão

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) comunicou, nesta terça-feira, 20 de outubro, o início das intervenções para recuperar uma área atingida por erosão às margens do Córrego Olhos d’Água, no bairro Bela Vista, em Divinópolis. Os trabalhos estão concentrados na Rua Martin Cyprien, entre as ruas Machado de Assis e Monteiro Lobato, trecho considerado o mais crítico da região. A proposta apresentada pela concessionária prevê investimento de até R$ 1.327.028,88 para a recuperação do local, incluindo obras de contenção das margens e estruturas destinadas ao controle do escoamento da água. A intervenção ocorre após cobranças relacionadas à segurança da área e às obrigações assumidas pela empresa na repactuação contratual.
O trecho da Rua Martin Cyprien apresenta problemas de erosão que exigem medidas para estabilizar as margens do córrego e proteger a infraestrutura de esgotamento sanitário existente. A recuperação da área passou a ser acompanhada pela Controladoria-Geral do Município (CGM), que vem cobrando providências da Copasa desde 2025. As solicitações incluem a apresentação de projetos executivos, levantamentos orçamentários e medidas para enfrentar os danos identificados na região, além de intervenções voltadas à drenagem e à adequação das estruturas de esgoto.
De acordo com a proposta apresentada pela concessionária, a recuperação do trecho mais comprometido envolve a implantação de 60 metros de gabião nas duas margens do córrego. O gabião é uma estrutura formada por pedras acomodadas em telas metálicas, utilizada em obras de contenção para ajudar a estabilizar terrenos e reduzir processos erosivos. O projeto também contempla a construção de uma escada hidráulica, destinada a controlar a velocidade e o escoamento da água, diminuindo os efeitos da correnteza sobre as estruturas próximas.
O orçamento de até R$ 1.327.028,88 corresponde exclusivamente à proposta de recuperação do trecho crítico da Rua Martin Cyprien. O valor não representa o custo de uma solução completa para todo o interceptor Olhos d’Água, estrutura responsável pela condução do esgoto até o sistema de tratamento. A recuperação desse ponto específico é considerada uma das etapas necessárias para enfrentar os problemas identificados na região, mas não encerra as obrigações da Copasa relacionadas ao sistema de esgotamento sanitário.
Na comunicação encaminhada à administração municipal, a concessionária informou que as medidas de recuperação já foram iniciadas e que os detalhes técnicos das intervenções serão apresentados em resposta formal. Entre as informações ainda necessárias estão as etapas previstas para execução dos serviços e os encaminhamentos referentes à recuperação da área. O início das medidas foi comunicado após uma sequência de reuniões técnicas, vistorias e notificações envolvendo os problemas existentes às margens do córrego.
Desde 2025, a Controladoria-Geral do Município acompanha a situação da Rua Martin Cyprien e cobra providências relacionadas à contenção das margens, à drenagem e à proteção das redes de esgotamento sanitário. Em setembro de 2026, as solicitações foram reforçadas com a exigência de medidas emergenciais para o trecho afetado, avaliação das redes e dos interceptores existentes, além da apresentação de projetos e cronogramas para a execução das intervenções definitivas.
As cobranças tiveram continuidade em outubro, por meio do Ofício CGM nº 136/2026, que reiterou as responsabilidades assumidas pela Copasa durante a repactuação contratual. O documento exigiu providências urgentes para os problemas identificados e questionou a tentativa de condicionar a realização de intervenções de responsabilidade da concessionária ao reconhecimento antecipado de novos encargos financeiros pelo município.
O controlador-geral do Município, Diôgo Andrade Vieira, destacou que as intervenções anunciadas representam uma etapa das medidas exigidas da concessionária. A Controladoria mantém a cobrança pelo cumprimento integral das obrigações contratuais, incluindo a recuperação da infraestrutura de esgotamento sanitário, a segurança dos moradores e a proteção ambiental da região. O acompanhamento também envolve a verificação dos serviços realizados e das providências necessárias para solucionar os problemas que permanecem em outros pontos do sistema.
Embora a recuperação da Rua Martin Cyprien tenha recebido uma proposta orçamentária específica, a situação do interceptor Olhos d’Água exige uma solução mais ampla. A Copasa permanece responsável por apresentar os projetos e executar as adequações previstas na repactuação, observando as exigências ambientais e as condições necessárias ao funcionamento da infraestrutura de esgotamento sanitário. As medidas deverão contemplar as intervenções necessárias ao sistema, com definição das etapas de execução e dos respectivos prazos.
O acompanhamento das intervenções também deverá envolver a Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento de Minas Gerais (Arismig), responsável por atividades de regulação e fiscalização dos serviços de saneamento. A participação da agência foi solicitada para acompanhar os encaminhamentos relacionados às obrigações da concessionária e às medidas previstas para a recuperação da área.
A situação do Córrego Olhos d’Água envolve questões relacionadas à estabilidade das margens, ao funcionamento da rede de esgotamento sanitário e à preservação ambiental. A erosão identificada na Rua Martin Cyprien exige intervenções que considerem tanto a recuperação do terreno quanto a proteção das estruturas existentes, evitando que os danos comprometam as condições de segurança e funcionamento do sistema.
Com o início das medidas comunicado pela Copasa, a recuperação do trecho mais crítico passa a integrar uma nova etapa das ações relacionadas ao Córrego Olhos d’Água. A conclusão dos serviços dependerá da execução das intervenções previstas, enquanto a solução integral para o interceptor continuará sujeita ao cumprimento das obrigações contratuais e à apresentação dos projetos e cronogramas exigidos da concessionária.
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