Saúde

Anvisa proíbe venda de testes de glicemia falsificados na Amazon e alerta consumidores sobre riscos à saúde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da comercialização de tiras reagentes para medição de glicose da linha Accu-Chek Active após a identificação de produtos falsificados anunciados na plataforma Amazon. A decisão foi publicada nesta quinta-feira, 22 de outubro de 2026, no Diário Oficial da União, por meio da Resolução RE nº 4.143, de 20 de outubro. A medida também proíbe a distribuição, importação e utilização dos produtos identificados como irregulares. A determinação foi adotada após a Roche Diabetes Care Brasil, responsável pela linha Accu-Chek Active, identificar diferenças entre os materiais oferecidos na internet e os produtos originais.

A irregularidade foi identificada em dois anúncios disponíveis na plataforma de comércio eletrônico. Durante a verificação, a empresa constatou que as tiras reagentes apresentavam características diferentes das utilizadas nos produtos originais. Entre os problemas encontrados estavam a ausência da embalagem externa original e a presença de informações em inglês que indicavam uma destinação específica para os materiais, incompatível com a forma como estavam sendo oferecidos aos consumidores brasileiros.

Nas embalagens dos produtos identificados, aparecia a expressão “ONLY FOR GOVERNMENT TENDER”, que significa destinação exclusiva a licitações governamentais. A inscrição, associada às diferenças constatadas em relação às embalagens originais, contribuiu para a identificação da falsificação. A partir das informações apresentadas, a Anvisa adotou medidas para impedir a continuidade da comercialização e utilização dos itens irregulares.

Os produtos atingidos pela determinação foram identificados em dois anúncios na Amazon. Um deles oferecia tiras reagentes Accu-Chek Active em embalagem com 50 unidades. O outro anunciava um kit de tiras para medição de glicemia Accu-Chek Active com 100 unidades. A proibição abrange os materiais apontados como falsificados, que não podem continuar sendo distribuídos, importados, comercializados ou utilizados no país.

As tiras reagentes são utilizadas por pessoas com diabetes para acompanhar os níveis de glicose no sangue. O material funciona em conjunto com aparelhos medidores de glicemia, que analisam uma pequena amostra de sangue e apresentam o resultado. A medição permite acompanhar as variações da glicose ao longo do dia e auxilia no controle da doença, especialmente entre pacientes que precisam realizar verificações frequentes.

A utilização de produtos falsificados representa um risco porque não há garantia de que os materiais apresentem o mesmo desempenho dos itens originais. Resultados incorretos de glicemia podem comprometer o acompanhamento da doença e influenciar decisões relacionadas à alimentação, ao uso de medicamentos e a outras medidas adotadas durante o tratamento. Por esse motivo, a procedência dos materiais utilizados nos aparelhos de medição é um fator importante para a segurança dos pacientes.

A decisão não representa uma proibição geral da linha Accu-Chek Active no Brasil. A restrição está relacionada aos produtos específicos identificados como falsificados nos anúncios investigados. As tiras reagentes originais, comercializadas regularmente e em conformidade com as exigências sanitárias, não foram incluídas na medida de proibição divulgada pela agência.

Consumidores que adquiriram tiras reagentes anunciadas como Accu-Chek Active devem observar as informações das embalagens e verificar a procedência dos produtos. A ausência da embalagem externa original e a presença da inscrição em inglês identificada durante a investigação estão entre as características apontadas no comunicado. Em caso de dúvida sobre a autenticidade, é possível buscar esclarecimentos nos canais oficiais do fabricante.

Pessoas que utilizam diariamente aparelhos de medição de glicemia devem evitar o uso dos itens identificados como falsificados. O acompanhamento dos níveis de açúcar no sangue faz parte da rotina de tratamento de muitos pacientes com diabetes e depende da utilização de equipamentos e materiais adequados. Caso exista dúvida sobre resultados obtidos anteriormente com produtos de procedência desconhecida, a orientação é procurar um profissional de saúde para avaliar a situação.

A fiscalização de produtos para diagnóstico e acompanhamento de doenças integra as atividades de vigilância sanitária no país. Materiais utilizados na área da saúde precisam atender às exigências de qualidade, segurança e regularização estabelecidas pela legislação brasileira. A identificação de produtos falsificados pode resultar em medidas restritivas destinadas a impedir sua circulação no mercado.

Com a publicação da Resolução RE nº 4.143, a Anvisa formalizou a proibição dos produtos identificados nos anúncios da Amazon. A determinação alcança a comercialização, a distribuição, a importação e a utilização das tiras reagentes falsificadas, enquanto os produtos originais da linha Accu-Chek Active permanecem fora do alcance dessa restrição específica.

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Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.

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