Saúde

Desidratação: entenda o que acontece com o organismo quando falta água e a relação com pedras nos rins

A água é um dos principais componentes do organismo humano e participa praticamente de todas as funções fisiológicas. Ela é fundamental para a regulação da temperatura corporal, transporte de nutrientes, circulação sanguínea, funcionamento celular, lubrificação das articulações e eliminação de substâncias produzidas pelo metabolismo. Quando a ingestão de água é insuficiente, o corpo começa a economizar líquido e surgem mecanismos de compensação que, inicialmente, provocam sede e redução da quantidade de urina.

À medida que a desidratação aumenta, o sangue pode ficar mais concentrado e o organismo passa a ter maior dificuldade para manter o equilíbrio adequado de água e eletrólitos, como sódio e potássio. Podem aparecer sintomas como boca seca, dor de cabeça, cansaço, tontura, fraqueza, redução da capacidade de concentração e queda do desempenho físico. Em situações mais intensas, a desidratação pode comprometer a pressão arterial, a circulação e o funcionamento de órgãos importantes.

Os rins estão entre os órgãos mais diretamente afetados pela baixa ingestão de água. Sua função é filtrar o sangue, controlar o equilíbrio de líquidos e eletrólitos e produzir a urina, responsável pela eliminação de diversas substâncias. Quando há pouco líquido disponível, os rins aumentam a concentração da urina para preservar água. Com isso, substâncias que normalmente seriam eliminadas mais diluídas podem ficar concentradas dentro do trato urinário.

É nesse contexto que existe uma importante relação entre baixa ingestão de água e formação de cálculos renais, popularmente conhecidos como pedras nos rins. A urina contém sais e outras substâncias, como cálcio, oxalato e ácido úrico. Quando esses componentes ficam excessivamente concentrados, podem formar pequenos cristais. Esses cristais podem se agrupar e crescer, originando cálculos. A desidratação, portanto, favorece um ambiente mais propício à cristalização.

Os cristais nem sempre provocam sintomas e podem ser eliminados naturalmente pela urina. Entretanto, quando aumentam de tamanho ou se deslocam pelo sistema urinário, podem causar cólicas renais intensas, dor nas costas ou na lateral do abdômen, sangue na urina, náuseas e dificuldade para urinar. A hidratação adequada aumenta o volume urinário e ajuda a manter determinadas substâncias mais diluídas, sendo uma das principais medidas de prevenção para pessoas com tendência à formação de cálculos.

A falta de água também pode prejudicar o funcionamento intestinal. A água participa da formação e da consistência das fezes e sua deficiência pode contribuir para a constipação. Além disso, durante exercícios ou exposição ao calor, a perda de líquidos pelo suor aumenta. Se essa perda não for compensada, a temperatura corporal pode subir excessivamente, o rendimento físico cair e o risco de tontura, desmaio e outros problemas relacionados ao calor aumentar.

Em situações graves, a desidratação pode provocar alterações importantes nos eletrólitos e na função renal. Pessoas idosas, crianças, indivíduos que praticam exercícios intensos e aqueles que apresentam vômitos, diarreia ou febre estão entre os grupos que podem perder líquidos mais rapidamente. Uma redução importante da produção de urina, confusão mental, desmaio, fraqueza intensa ou incapacidade de ingerir líquidos são sinais de alerta que exigem avaliação médica.

Manter uma hidratação adequada é, portanto, uma medida simples, mas essencial para a saúde. A necessidade diária de água não é exatamente igual para todas as pessoas e varia conforme peso, alimentação, atividade física, temperatura ambiente, estado de saúde e perdas de líquidos. A urina muito escura e em pequena quantidade pode ser um sinal de que é necessário aumentar a ingestão de líquidos, embora não seja um indicador perfeito. Mais do que esperar a sede aparecer de forma intensa, é importante manter uma ingestão regular de líquidos ao longo do dia, contribuindo para o bom funcionamento do organismo e ajudando a reduzir o risco de formação de cálculos renais.

Por: Ft Ronner Miranda

Especialista em Fisioterapia Respiratória e Cardiovascular

Crefito: 243203-F

Tel/Watts: 3799905-3770

Leia mais

Botão Voltar ao topo

Bloqueador de Anúncio Detectado

Nosso conteúdo é gratuito e o faturamento do nosso portal é proveniente de anúncios. Desabilite o seu bloqueador de anúncios para ter acesso ao conteúdo do Portal G37.