Saúde

São João de Deus destaca a importância do reconhecimento precoce da sepse

Na sepse, o tempo não é apenas um indicador. Ele pode representar a diferença entre a recuperação e um desfecho grave. Muitas vezes, reconhecer uma mudança no estado clínico alguns minutos antes pode mudar completamente a trajetória de um paciente.

Ela acontece quando o organismo reage de forma desregulada a uma infecção, provocando alterações que podem comprometer o funcionamento de órgãos e sistemas. É uma condição grave, dinâmica e que pode evoluir rapidamente. Por isso, seu enfrentamento começa antes que o paciente esteja em estado crítico: começa na capacidade de reconhecer os sinais de alerta e agir no momento oportuno.

No São João de Deus Complexo de Saúde, o Protocolo Institucional de Sepse foi estruturado justamente para reduzir o intervalo entre a suspeita e a ação. A identificação de alterações clínicas direciona um fluxo organizado de avaliação, investigação e definição de condutas. Mais do que seguir etapas, buscamos garantir que informações importantes não se percam e que o paciente receba uma resposta ágil, segura e coordenada.

Esse trabalho tem contribuído para avanços importantes, entre eles a redução da mortalidade associada à sepse. Mas, na saúde, um percentual nunca é apenas um número. Por trás de cada indicador existe uma pessoa, uma família e uma história.

E nenhum protocolo produz resultado sozinho.

O Time de Sepse tem papel fundamental nesse processo. A equipe acompanha os casos, monitora a adesão ao protocolo, identifica fragilidades, orienta profissionais e transforma situações vivenciadas diariamente na assistência em oportunidades de melhoria.

O cuidado também não termina quando o paciente supera a fase mais crítica. O acompanhamento após a alta do CTI é importante para observar a evolução, identificar necessidades e dar continuidade ao cuidado. É uma forma de compreender que a jornada do paciente vai muito além de um único momento de atendimento.

Enfermagem, equipe médica, laboratório, farmácia e demais áreas assistenciais fazem parte dessa mesma linha de cuidado. Um sinal percebido precocemente, uma comunicação realizada no momento certo, um exame processado com agilidade ou uma conduta instituída oportunamente podem mudar o desfecho de um paciente.

Por isso, reconhecer precocemente não significa apenas conhecer critérios. Significa construir uma cultura em que as mudanças no estado clínico sejam valorizadas e em que cada profissional compreenda a importância do seu papel.

Protocolos organizam processos, mas são as pessoas que fazem esses processos acontecerem.

Acompanhar resultados, analisar casos e revisar continuamente nossas práticas faz parte desse compromisso. A redução da mortalidade representa um avanço importante, mas também reforça nossa responsabilidade de continuar buscando um cuidado cada vez mais seguro e efetivo.

No São João de Deus, enfrentar a sepse significa unir conhecimento, vigilância, agilidade e trabalho em equipe em torno de um mesmo propósito: preservar vidas.

Porque algumas histórias mudam por grandes acontecimentos. Outras mudam quando alguém reconhece um sinal alguns minutos antes e existe uma equipe preparada para transformar essa percepção em cuidado.

Na sepse, mudar histórias também é isso: reconhecer cedo para cuidar a tempo.

Reconhecer cedo para cuidar a tempo: Fernanda Rezende Faria, Mayra Cristina e Dr. Marcone Lisboa Simões Rocha representam a equipe que trabalha diariamente para fortalecer o cuidado aos pacientes com sepse  da identificação precoce ao acompanhamento após a alta do CTI.

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Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.
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