Política

Vereador Hilton de Aguiar denuncia risco de paciente perder o pé após transferência de Divinópolis para hospital em Itapecerica

O vereador Hilton de Aguiar denunciou, durante pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal de Divinópolis, a situação de um paciente que teria sido transferido da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Divinópolis para um hospital em Itapecerica, no Centro-Oeste de Minas Gerais, sem conseguir acesso ao atendimento especializado necessário para tratar seu problema de saúde. De acordo com o parlamentar, o paciente apresenta um quadro de infecção que, caso não receba o tratamento adequado, poderá evoluir e resultar na perda de um dos pés. A manifestação foi acompanhada de cobranças por providências relacionadas à regulação de leitos e ao encaminhamento de pacientes para unidades hospitalares com condições de realizar os procedimentos necessários.

Durante o pronunciamento, o vereador Hilton de Aguiar relatou que o paciente estava inicialmente na UPA de Divinópolis e foi encaminhado para atendimento hospitalar em Itapecerica. Entretanto, conforme as informações apresentadas pelo parlamentar, a unidade que recebeu o paciente não teria a especialidade médica necessária para resolver o problema que motivou a transferência. A situação levantou questionamentos sobre os critérios utilizados para definir o destino de pacientes que precisam de atendimento especializado e sobre as condições oferecidas pelas unidades responsáveis por recebê-los.

Uma das principais preocupações apresentadas pelo vereador está relacionada à evolução da infecção. Segundo a denúncia, a demora na realização do tratamento indicado poderia agravar o quadro e aumentar o risco de amputação do pé. A possibilidade de perda do membro foi mencionada durante o pronunciamento, mas não foram apresentados detalhes clínicos que permitam confirmar a gravidade da infecção ou estabelecer a necessidade de uma eventual amputação. A avaliação dessas condições depende dos profissionais de saúde responsáveis pelo acompanhamento do paciente.

O vereador Hilton de Aguiar também questionou a efetividade das transferências realizadas pela rede pública de saúde. O parlamentar cobrou explicações sobre o encaminhamento de pacientes para hospitais que, conforme o caso relatado, poderiam não dispor das especialidades necessárias para concluir o tratamento. A manifestação foi direcionada às autoridades responsáveis pela organização dos atendimentos e pela regulação hospitalar, com pedido de providências para que o paciente tenha acesso à assistência indicada para sua condição de saúde.

Durante a manifestação, o vereador questionou o tempo de espera enfrentado por pessoas que dependem de procedimentos médicos especializados. “Até quando um paciente vai precisar esperar, correndo o risco de perder parte do próprio corpo, para receber o atendimento de que precisa?”, questionou Hilton de Aguiar ao abordar a situação. O parlamentar relacionou o caso à necessidade de acompanhamento dos encaminhamentos hospitalares e à adoção de medidas que permitam garantir o atendimento adequado aos pacientes transferidos entre municípios.

A família do paciente também acompanha a situação e busca uma alternativa para que ele seja atendido em uma unidade com capacidade de realizar o tratamento necessário. Conforme o relato apresentado, os familiares estão preocupados com a possibilidade de agravamento da infecção enquanto aguardam uma solução. A preocupação está relacionada ao tempo necessário para conseguir acesso à especialidade médica indicada e às consequências que a continuidade do quadro infeccioso poderá provocar.

A transferência de pacientes entre municípios faz parte da organização regionalizada do Sistema Único de Saúde (SUS). Quando uma unidade não dispõe dos recursos necessários para determinado atendimento, o encaminhamento pode depender da disponibilidade de vagas e da avaliação realizada pelos serviços responsáveis pela regulação. Esse processo considera as necessidades clínicas do paciente e a capacidade das unidades hospitalares. No caso mencionado pelo vereador, o questionamento envolve a compatibilidade entre a assistência necessária e os serviços disponíveis no hospital de destino.

O caso apresentado na Câmara também envolve a necessidade de esclarecimentos sobre o encaminhamento realizado entre Divinópolis e Itapecerica. A denúncia não identifica o hospital responsável pelo atendimento nem informa qual especialidade médica teria sido necessária. Também não foram detalhados o período de permanência do paciente na UPA, a data da transferência ou os procedimentos realizados após sua chegada à unidade hospitalar. Essas informações são necessárias para esclarecer as circunstâncias do atendimento e verificar a situação relatada pelo parlamentar.

Ao encerrar a manifestação, o vereador Hilton de Aguiar cobrou providências para que a situação do paciente seja avaliada e para que o atendimento especializado necessário seja disponibilizado. O parlamentar também defendeu maior agilidade nos processos de regulação e transferência hospitalar. O caso apresentado na tribuna envolve um paciente encaminhado de Divinópolis para Itapecerica e uma denúncia de possível dificuldade de acesso ao tratamento adequado. A confirmação das condições clínicas, da estrutura disponível na unidade de destino e das medidas adotadas depende dos registros médicos e dos esclarecimentos dos serviços de saúde envolvidos.

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Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.

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