Rodyson do Zé Milton cobra investimentos reais junto à modernização do SUS Fácil

O vereador Rodyson do Zé Milton (PV) manifestou cautela em relação ao novo plano Regulação 4.0, anunciado pelo Governo de Minas Gerais, que promete modernizar o sistema SUS Fácil. Embora reconheça a importância do uso de tecnologias para aprimorar a gestão da saúde, o parlamentar alerta que os resultados só serão positivos se vierem acompanhados de investimentos estruturais e ampliação de leitos hospitalares.
Criado em 2006, o SUS Fácil tem sido alvo de críticas pela lentidão e falhas na regulação de leitos, tornando-se um gargalo no atendimento à população. Somente em 2022, o sistema registrou 1,6 milhão de pedidos de transferência, o que representa 4.575 solicitações por dia — cerca de três por minuto. Para Rodyson, os números revelam a urgência de medidas mais concretas para resolver a sobrecarga no sistema.
“É preciso dizer, com clareza e responsabilidade: não adianta ter o sistema mais moderno do mundo se o problema real — a falta de leitos hospitalares — continuar o mesmo. A tecnologia pode ajudar a organizar as filas, mas não cria vagas onde elas não existem”, afirmou o vereador, que integra a Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Divinópolis.
Rodyson reforçou que o plano Regulação 4.0 só representará um verdadeiro avanço se estiver alinhado a ações práticas e investimentos diretos. Entre as prioridades, ele cita a ampliação da rede hospitalar, a valorização dos profissionais de saúde e o planejamento regional dos atendimentos, para que os pacientes possam ser tratados próximos de suas cidades de origem, com mais dignidade e eficiência.
O parlamentar também destacou a importância da inauguração do Hospital Regional, cuja entrega, prevista para setembro, não foi cumprida. Segundo ele, o funcionamento da unidade é peça-chave para o fortalecimento da rede pública de saúde na região Centro-Oeste.
“O povo mineiro não quer promessas digitais. Quer resultados reais, quer ver a saúde funcionar de verdade. Que a tecnologia seja um instrumento de transformação — e não apenas uma maquiagem sobre os mesmos problemas de sempre”, completou o vereador.
O novo modelo de regulação está sendo desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e deve começar a ser implementado no primeiro semestre de 2026. A proposta prevê substituir as atuais 13 centrais macrorregionais — incluindo a de Divinópolis — por uma única central em Belo Horizonte, concentrando a gestão dos pedidos de internação e transferências em todo o estado.









