Política

Deputada Lohanna França propõe Audiência Pública para tratar dos impactos do aterro do CIAS no Centro-Oeste

A deputada Lohanna (PV) protocolou na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) um pedido de audiência pública para debater os impactos ambientais e sociais da implementação do aterro sanitário e da unidade de valorização de resíduos pelo CIAS Centro-Oeste.
A audiência será realizada no dia 16 de julho, às 10h. Todos os municípios que compõem o CIAS foram convidados.

De acordo com a deputada Lohanna, muito tem se discutido sobre a implantação do aterro sanitário na região Centro-Oeste e a possibilidade de cobrança de novas tarifas para a população, situação que precisa ser esclarecida para todos. “Nós precisamos saber onde será implantado, o que vai acarretar de custos para a população e garantir que este projeto seja transparente”, afirmou a deputada.

“Existem ainda muitas dúvidas sobre o projeto”, continuou a deputada. “Os municípios precisarão arcar com a coleta seletiva, a coleta normal e o transporte dos resíduos até a cidade onde será construída a usina, provavelmente em Divinópolis. Além disso, a tarifa para todos esses serviços será adicionada na conta de água dos cidadãos, sendo uma cobrança obrigatória, por um serviço cuja eficácia ainda não é comprovada, semelhante ao tratamento de esgoto da Copasa que muitos pagam sem receber.”

A deputada lembrou que o objeto do contrato inclui a recepção, tratamento, reciclagem e destinação adequada dos resíduos, além de serviços de educação ambiental e apoio técnico a cooperativas. Porém, não estão inclusos no contrato serviços de coleta, limpeza e conservação de logradouros públicos, resíduos de saúde e construção civil, e coleta de resíduos de grandes geradores. Se assinado, o contrato terá uma duração de 35 anos.

Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.
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