Divinópolis

O risco janta a cultura que comeu a estratégia no café da manhã

Por Marlon Rocha Amaral

@___marlonrocha

Nos últimos anos, muito se fala sobre estratégia e cultura nas empresas. O bordão “a cultura come a estratégia no café da manhã” ganhou fama entre gestores e consultores, mas a realidade atual exige um complemento: o risco janta a cultura que comeu a estratégia”.

Muitos empresários estão evoluindo, desenvolvendo estratégias sólidas, investindo em cultura organizacional e estruturando melhor suas empresas. No entanto, ao fazerem isso, acabam esquecendo de um elemento silencioso, porém decisivo: os riscos.

Riscos financeiros, tributários, trabalhistas, ambientais, sanitários e talvez o mais negligenciado: o risco do conhecimento. A empresa precisa aprender continuamente. Quando o conhecimento para de se atualizar, o negócio começa a envelhecer.

De nada adianta ter um planejamento de crescimento impecável, com metas de margem, faturamento e expansão de mercado, se a gestão não olha com atenção para os riscos. Isso vale para a cultura corporativa: investir em treinamento e engajamento é essencial, mas não basta.

Riscos determinam tanto o sucesso quanto o fracasso de qualquer organização. Eles não são detalhes burocráticos; são fatores estruturais que sustentam a sobrevivência do negócio.

É preciso estar atento a todos os tipos de risco, inclusive aos de compliance, legislação, contratos e de imagem. O empresário precisa compreender que a verdadeira maturidade de uma empresa está no equilíbrio entre estratégia, cultura e gestão de risco.

De nada adianta uma empresa admirável, em pleno crescimento, com uma equipe engajada e uma cultura forte, se não há vigilância sobre o que pode ameaçar tudo isso. O risco não é o vilão: é o teste de realidade que mantém a cultura viva e a estratégia viável.

Ignorá-lo é permitir que ele sente à mesa e jante tudo o que você construiu.

Pense nisso!

Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.
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