Os doidos da nossa terra

Interessante como as coisas mudaram com essa moda da tecnologia até os doidos não são mais os mesmos,
Muita gente como eu que curtiu essa cidade a anos atrás vai lembrar do que estou falando.
A terra do Divino era bem menor e todo mundo conhecia se conhecia, até os pontos típicos da cidade eram fáceis de ser encontrados.
Naquela época sabíamos quem eram doidos o se eram perigosos ou não.
Quem se lembra do Pé de Pato, Zé Mingau, Nilo da Peroba, João Café, Tareco, Maricota, Zezinha do Niterói peças raras das nossas ruas.
Era comum você passar pela praça do Santuário e encontrar uma dessas peças dormindo no banco da praça, passavam no comercio onde a turma os ajudavam, davam um trocado um lanche e o mais interessante não faziam mal a ninguém.
A meninada da minha época aprontava na base da gozação gritava de longe para eles correrem atrás e era um pânico só.
Sempre na hora da missa aparecia um deles e o padre sempre colocava uma moral e a coisa não saia dos eixos.
Cada um tinha sua característica Pé de Pato andava em frangalhos e sempre descalço os pés enormes e um casco grosso.
Zé Mingau vivia tonto e rastejava não era chegado a banho.
Nilo da Peroba era enorme e andava muito com sua mãe que era grande também, coitado andava com passos longos e descomunais deixando a criançada em pânico quando morreu já morava na vila vicentina.
João Café andava com um terno rasgado e não tomava banho e sempre pedia um cafezinho daí o apelido.
Tareco era espaçoso e deitava em todo lugar que dava na teia, lembro que sempre usava a carroceria da camionete do meu pai e de manhã era uma luta para tira-lo de lá.
E as duas Maricota e Zezinha era do bairro Niterói e atravessavam a ponte para aprontar e ambas adoravam um baton e se bobeasse lascavam beijos na criançada kkk.
Mas até essa turma era de boa e a população os tratavam com carinho e a vida era mais leve.
Amnys Rachid
@amnysinho_rachid
WhatsApp 37 99963 2807









