Garçom baleado em ponto de ônibus em Divinópolis não resiste e morre após quatro dias internado

O garçom Henrique Alves, de 52 anos, morreu na noite desta sexta-feira (12) após permanecer quatro dias internado no Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD), em Divinópolis. Ele havia sido baleado na última terça-feira (9), enquanto aguardava transporte em um ponto de ônibus no bairro Danilo Passos, a caminho do trabalho.
Segundo informações da Polícia Militar, o autor se aproximou a pé do ponto de ônibus e efetuou pelo menos dois disparos contra Henrique, atingindo-o na cabeça e no ombro. Após os tiros, o criminoso fugiu em direção à rodovia MG-050.
Equipes da PM chegaram rapidamente ao local e prestaram os primeiros socorros até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A vítima foi encaminhada em estado grave para o hospital, onde passou por cirurgia de emergência.
Apesar dos esforços da equipe médica, o quadro de Henrique se agravou. A assessoria do CSSJD informou que a morte cerebral foi constatada na madrugada de quarta-feira (10), por volta das 0h15. Contudo, os protocolos clínicos exigidos pela legislação foram seguidos até a confirmação oficial do óbito, registrada apenas na sexta-feira (12).
A família de Henrique decidiu autorizar a doação de órgãos, gesto que poderá salvar a vida de outros pacientes que aguardam por transplantes em Minas Gerais. O hospital destacou a atitude como um ato de solidariedade em meio à dor da perda.
O crime causou comoção entre familiares, amigos e colegas de trabalho. Henrique era conhecido na cidade por sua dedicação ao serviço e por não possuir qualquer envolvimento com atividades ilícitas. A Polícia Militar confirmou que ele não tinha passagens criminais.
Testemunhas relataram que o suspeito usava blusa escura com capuz, calça jeans e sapatos pretos no momento do ataque. A perícia técnica da Polícia Civil esteve no local e recolheu vestígios que podem auxiliar na identificação do atirador.
As investigações seguem em andamento e, até o momento, o autor do crime não foi localizado. A Polícia Civil apura a motivação do homicídio e pede que qualquer informação seja repassada de forma anônima por meio dos canais oficiais, como os números 190 e 181.
O sepultamento de Henrique Alves foi realizado neste sábado (13), no Cemitério da Paz, em Divinópolis. A cerimônia reuniu familiares, amigos e moradores que ficaram abalados com a violência que vitimou o trabalhador.
Este caso se soma a outros episódios de criminalidade registrados em Divinópolis e reforça o debate sobre segurança pública na cidade. Comunidades do bairro Danilo Passos e região têm cobrado maior presença policial, especialmente em pontos de ônibus e vias de grande circulação.
A morte de Henrique deixa em evidência a dor da violência urbana e a necessidade de respostas rápidas para que casos como este não fiquem impunes. Enquanto isso, a lembrança do garçom será marcada pelo exemplo de trabalho, simplicidade e pela última atitude de generosidade: a doação de órgãos que dará esperança a outras famílias.










