Dois suspeitos são presos pela PCMG na 2ª fase da operação Égide

Em mais uma fase da operação Égide, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) localizou e prendeu mais dois investigados, nessa quarta-feira (18/9), em Belo Horizonte. Um dos alvos, de 28 anos, foi preso preventivamente no bairro Mantiqueira, região de Venda Nova, depois de ser indiciado por lesão corporal grave. O outro, de 63 anos, já condenado por estupro de vulnerável, foi detido no bairro Copacabana, na região da Pampulha.
Os crimes foram praticados na capital, e os trabalhos investigativos realizados e concluídos pelas equipes da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), que também deflagrou a 2ª fase da operação Égide.
Lesão corporal grave
O homem de 28 anos, indiciado por lesão corporal grave, é padrasto da vítima, uma bebê de cinco meses à época dos fatos. De acordo com delegado Diego Lopes, responsável pela investigação, “a bebê deu entrada no hospital Odilon Behrens apresentando convulsões e foi constatado um quadro neurológico grave, quando a Polícia Civil foi acionada pela unidade de saúde”, informou Lopes.
Com os fatos noticiados, o inquérito policial foi instaurado e instruído na Depca, ficando comprovada a prática do crime de lesão corporal de natureza grave. “A lesão praticada contra a criança colocou em risco a vida dela, bem como gerou algum tipo de sequela que perdurará por mais de 30 dias”, considerou o delegado. “Tudo indica que o indivíduo, ao se estressar com choro ou alguma conduta da bebê, teve a reação de sacudi-la, gerando o que se chama de efeito chicote no corpo da criança, ocasionando as lesões mencionadas”, detalhou.
A investigação, iniciada em 2017, foi concluída em novembro de 2023 com indiciamento do suspeito e em fase processual foi expedido o mandado de prisão preventiva, sendo cumprido pela PCMG até que haja a condenação final pelo poder judiciário.
Estupro de vulnerável
O outro alvo, de 63 anos, foi preso por mandado de condenação por estupro de vulnerável expedido com o trânsito em julgado de sentença condenatória. A vítima tinha 8 anos quando os fatos ocorreram. “Na época, a vítima, enteada dele, relatava que o suspeito tocava nas regiões íntimas da criança, então era prática de atos libidinosos”, informou a delegada Letícia Muller que presidiu o inquérito policial que apurou os fatos.
Segundo Muller, o homem foi condenado a mais de dez anos de prisão pelo crime praticado em 2013. “Ainda que o crime tenha sido praticado há mais tempo, a responsabilidade do suspeito, que teve comprovada a sua culpa, irá acontecer. Esse indivíduo vai cumprir em regime inicialmente fechado a pena de mais de 10 anos de prisão”, garantiu a delegada.
Fonte: PCMG
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