Capsul é interditada e donos seguem presos após Operação Casa de Farinha em Arcos, Lagoa da Prata e Campo Belo

O Ministério Público de Minas Gerais obteve, nesta sexta-feira, 27 de março de 2026, a prorrogação da prisão temporária de dois investigados alvos da Operação Casa de Farinha. A ação foi realizada na última quarta-feira, e os suspeitos seguem detidos nas cidades de Arcos e Lagoa da Prata.
De acordo com o Ministério Público, a decisão judicial tem como objetivo garantir a continuidade das investigações, que apuram possíveis crimes contra a saúde pública e contra o consumidor, além de indícios de sonegação fiscal.
A prorrogação da prisão foi fundamentada na necessidade de preservar a integridade das diligências em andamento. Segundo o órgão, a eventual liberação dos investigados neste momento poderia comprometer a análise do material apreendido durante a operação.
A decisão também destacou que ainda há depoimentos a serem colhidos de funcionários e colaboradores da empresa investigada. A manutenção da prisão busca assegurar que essas oitivas ocorram sem interferências, como pressões, intimidações ou alinhamento prévio de versões.
Durante a operação, órgãos de fiscalização sanitária também adotaram medidas administrativas. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária e a Vigilância Sanitária determinaram a interdição imediata da empresa em cinco endereços, sendo quatro em Arcos e um em Lagoa da Prata.
Entre os locais interditados, está uma fábrica clandestina que, segundo as autoridades, não possuía alvará de funcionamento nem registro junto à Receita Estadual.
Os agentes sanitários também proibiram a distribuição e a circulação de todos os produtos fabricados pela empresa alvo da operação.
As investigações seguem em andamento e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço dos trabalhos conduzidos pelos órgãos responsáveis.

























