Divinópolis

Será que a oração tem todo esse poder?

Ômar Souki

Cansei de acessar diariamente o YouTube à procura de boas notícias com relação à política brasileira, à queda do Maduro e aos conflitos na Europa e no Oriente Médio. Foi quando eu me perguntei se poderia—em vez de gastar horas no celular—utilizar o meu tempo e energia contribuindo com a solução para essas questões que tanto nos preocupam e desgastam. Como poderia eu, inserido aqui em Divinópolis, no interior de Minas Gerais, ter a ousadia de querer alterar o curso dos desatinos observados no Brasil e no mundo?

Agindo em duas direções. Primeiro, vou deixar de jogar mais lenha na fogueira. Como assim? Enquanto estou ali deslizando o indicador pela telinha, estou também contaminando a minha mente com todo tipo de informações sobre o lamaçal que inundou Brasília e a América Latina, sobre as atrocidades na Ucrânia e sobre o ódio entre judeus e árabes. À medida que essas imagens chegam ao meu cérebro, o meu coração produz toda sorte de emoções negativas, que—em vez de contribuírem para acalmar os ânimos—enfraquecem mais ainda as possibilidades de que, em algum momento, as forças do bem consigam derrotar o mal. Ao deixar de acessar esses conteúdos meu envolvimento emocional cessa, o meu coração fica mais em paz, contribuindo, mesmo que seja um pouco, para a paz global.

Segundo, vou substituir o tempo gasto com celular em tempo dedicado à oração pela gestão honesta da coisa pública no Brasil, e pela paz no mundo. Mas, será que a oração tem todo esse poder?

Aqui entra uma colossal confiança no poder da oração. “Naqueles dias, quando vocês clamarem por mim em oração, eu os ouvirei” (Jeremias 29, 12). “Digo-lhes que, se crerem que já receberam, qualquer coisa que pedirem em oração lhes será concedida” (Marcos 11, 24). “Os justos clamam, o Senhor os ouve e os livra de todas as suas tribulações” (Salmos 34, 17). “Se vocês permanecerem em mim e minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e isso lhes será concedido!” (João 15, 7).

O clamor dos justos supera a insolência dos malvados. “O Senhor está longe dos perversos, mas ouve as orações dos justos” (Provérbios 15, 29). “Então clamem a mim em tempos de aflição; eu os livrarei, e vocês me darão glória” (Salmos 50, 15). “Não vivam preocupados com coisa alguma; em vez disso, orem a Deus pedindo aquilo de que precisam e agradecendo-lhe por tudo que ele já fez. Então vocês experimentarão a paz de Deus, que excede todo entendimento e que guardará seu coração e sua mente em Cristo Jesus” (Filipenses 4, 6).

A minha razão pode até questionar, mas o meu coração transborda de confiança e alegria, ao recitar as palavras do Livro Sagrado. Não há nada que possa justificar a atenção que eu estava dedicando ao YouTube, quase chegando a acreditar que a humanidade não tem jeito. Tem sim! Desde que eu mesmo seja a mudança que anseio por ver no mundo…

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