Polícia

Mulher é presa suspeita de envolvimento na morte do namorado dentro de apartamento

Uma mulher de 31 anos foi presa após o namorado, Isac Teodoro dos Santos, de 27 anos, ser morto a tiros dentro de um apartamento na Vila Maria José, em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O crime ocorreu por volta das 4h08 de sexta-feira (11), quando dois homens usando roupas escuras e com os rostos cobertos invadiram o imóvel e efetuaram diversos disparos contra a vítima, que estava deitada em uma cama. A Polícia Civil posteriormente ratificou a prisão da mulher por fraude processual. Ela pagou fiança e foi colocada em liberdade, enquanto a investigação sobre o homicídio continua.

Segundo os relatos registrados pela Polícia Militar, moradores informaram que os dois homens arrombaram a porta do apartamento e entraram no imóvel gritando “perdeu, perdeu”. Uma testemunha que estava na residência contou que um dos invasores apontou uma arma para sua cabeça antes de seguir em direção ao quarto onde estavam Isac e a namorada. A mulher afirmou aos policiais que abriu a porta do cômodo ao perceber a movimentação e que um dos homens entrou efetuando disparos contra o namorado.

Conforme a versão apresentada pela mulher, ela tentou fechar a porta do quarto, mas não conseguiu e permaneceu acuada em um canto enquanto os suspeitos atiravam contra Isac. Depois dos disparos, os dois homens deixaram o apartamento e fugiram. Imagens obtidas durante as diligências mostram pelo menos um suspeito usando roupas escuras pulando o muro do condomínio após o crime.

A perícia encontrou aproximadamente 25 cápsulas de munição calibre 9 milímetros espalhadas pelo apartamento. Isac foi encontrado morto sobre a cama, com várias perfurações provocadas pelos tiros. No bolso da vítima, os policiais localizaram ainda 17 cartuchos intactos do mesmo calibre e R$ 420 em dinheiro. O corpo foi liberado após a conclusão dos trabalhos periciais.

A investigação passou a analisar também o comportamento da namorada da vítima após o homicídio. Segundo o registro policial, ela contou aos militares que, depois da fuga dos autores, pegou uma arma que pertencia ao namorado e deixou o apartamento com o objetivo de entregá-la a outra pessoa. Questionada sobre quem teria recebido o armamento, a mulher decidiu aguardar a presença de advogados antes de prestar novos esclarecimentos.

Durante a análise das imagens do condomínio, os policiais identificaram a mulher deixando o local com uma bolsa preta de tamanho grande. Segundo a ocorrência, ela teria se aproximado de um veículo semelhante a um Fiat Mobi vermelho e entregue a bolsa aos ocupantes. A Polícia Militar levantou a possibilidade de que a arma retirada do apartamento estivesse dentro da bolsa, mas o armamento não havia sido localizado até a última atualização.

Os ocupantes do veículo também não haviam sido identificados. A polícia deverá apurar quem recebeu a bolsa, qual era o conteúdo transportado e se a arma mencionada pela mulher estava efetivamente dentro dela. Esses elementos poderão ajudar a esclarecer os acontecimentos posteriores ao homicídio e a eventual participação de outras pessoas na retirada de objetos relacionados ao caso.

Outro ponto levantado durante a ocorrência envolve dois celulares pertencentes a Isac. Segundo a Polícia Militar, a mulher deixou o apartamento para passear com o cachorro e levou os aparelhos da vítima. Ao retornar, afirmou que não havia desbloqueado os telefones nem feito alterações no conteúdo. Naquele momento, os militares não conseguiram confirmar a versão apresentada.

O porteiro do condomínio também prestou depoimento. Ele afirmou que não percebeu movimentação considerada anormal antes da invasão e relatou que Isac havia chegado ao residencial de motocicleta. Depois dos disparos, segundo o funcionário, a namorada da vítima foi vista em uma área comum usando um telefone celular, aparentemente durante uma ligação.

Diante das circunstâncias verificadas no apartamento e da retirada de objetos após o homicídio, a mulher recebeu voz de prisão. A Polícia Civil ratificou o flagrante por fraude processual, conduta relacionada, em tese, à alteração ou retirada de elementos que poderiam ter importância para a apuração do crime. A prisão não significa que a mulher tenha sido responsabilizada pela execução do namorado.

Após os procedimentos na delegacia, a mulher teve fiança arbitrada, realizou o pagamento e foi colocada em liberdade. Ela seguirá sujeita à investigação conduzida pela Polícia Civil, que deverá esclarecer se houve participação dela em outros atos relacionados ao homicídio ou se a conduta ficou restrita aos fatos ocorridos depois da morte de Isac.

Os dois homens apontados como autores dos disparos ainda não haviam sido presos até a última atualização. A polícia trabalha com imagens, depoimentos de testemunhas, elementos recolhidos pela perícia e informações obtidas durante as diligências para tentar identificar os envolvidos e esclarecer a motivação da execução.

A investigação também deverá determinar por que Isac foi alvo dos disparos, como os criminosos tiveram acesso ao condomínio e se receberam informações sobre a localização da vítima antes do ataque. Até o momento, nenhuma motivação oficial para o homicídio foi divulgada.

O caso permanece sob investigação da Polícia Civil. A corporação deverá analisar os celulares, imagens do condomínio, vestígios balísticos e demais elementos recolhidos durante a ocorrência para esclarecer a participação de cada pessoa e identificar os responsáveis pela morte do jovem de 27 anos.

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