Divinópolis

Retorno de McGregor termina em lesão no joelho e pode afastar astro do UFC por vários meses

O tão esperado retorno de Conor McGregor ao UFC terminou da pior maneira possível. Na luta principal do UFC 329, disputada neste fim de semana, o irlandês sofreu uma grave lesão no joelho direito logo nos primeiros segundos do combate contra Max Holloway.

Ao tentar aplicar um chute em salto, McGregor aterrissou de forma irregular, caiu no octógono e não conseguiu mais continuar. O árbitro interrompeu a luta, decretando a vitória de Holloway por nocaute técnico.

A suspeita inicial é de uma ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA), uma das lesões mais graves da medicina esportiva. O diagnóstico definitivo ainda depende de exames de imagem, mas o mecanismo do trauma é compatível com esse tipo de lesão. O LCA é um dos principais responsáveis pela estabilidade do joelho, impedindo movimentos excessivos da tíbia e controlando a rotação da articulação.

O movimento realizado por McGregor é considerado de alto risco. Ao executar um chute seguido de uma aterrissagem com o pé fixo no chão, o joelho foi submetido a uma combinação de impacto, torção e desaceleração. Quando essa força ultrapassa a resistência do ligamento, ocorre sua ruptura, provocando dor intensa, instabilidade e incapacidade de continuar a atividade física.
Entre os sintomas mais comuns estão o estalo ouvido no momento da lesão, o inchaço rápido do joelho, dificuldade para caminhar e sensação de que a articulação “falha” ao apoiar o peso do corpo. Em atletas profissionais, esse tipo de lesão costuma representar um longo período de recuperação e exige tratamento altamente especializado.

Caso a ruptura do LCA seja confirmada, o tratamento mais indicado será a reconstrução cirúrgica do ligamento. O procedimento é realizado por artroscopia, técnica minimamente invasiva, utilizando enxertos retirados do próprio paciente, geralmente dos tendões flexores, do tendão patelar ou do tendão do quadríceps. O objetivo é devolver estabilidade ao joelho e permitir o retorno às atividades esportivas.
Antes da cirurgia, a fisioterapia desempenha um papel decisivo. O tratamento busca controlar a dor e o inchaço, recuperar a amplitude dos movimentos e fortalecer principalmente a musculatura da coxa. Esse preparo pré-operatório melhora as condições do joelho para a cirurgia e contribui para uma recuperação mais eficiente.

Após o procedimento cirúrgico, a fisioterapia passa a ser protagonista na reabilitação. Inicialmente, o foco é reduzir o edema, recuperar a mobilidade e normalizar a marcha. Com o avanço da cicatrização, são introduzidos exercícios de fortalecimento muscular, equilíbrio, propriocepção, coordenação motora e treinamento funcional, etapas essenciais para que o atleta volte a competir com segurança.

O episódio envolvendo Conor McGregor reforça a importância da prevenção de lesões no esporte de alto rendimento. Programas de fortalecimento muscular, treinamento neuromuscular e acompanhamento fisioterapêutico são fundamentais para reduzir o risco de lesões graves. Mesmo para atletas de elite, um único movimento mal executado pode interromper uma luta e comprometer meses de preparação, mostrando que a prevenção continua sendo a melhor estratégia dentro e fora do octógono.

Por: Ronner Miranda

Diretor de Esportes

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