Divinópolis

Prefeitura se nega a dar informações sobre possível racionamento de água em Divinópolis e Copasa estuda medidas

Rio Itapecerica sofre com alastramento dos aguapés que já tomam conta de boa parte do trecho urbano

Em reportagem publicada no dia 29 de agosto, o Sintram divulgou o primeiro alerta sobre a situação do Rio Itapecerica, no trecho que corta o perímetro urbano de Divinópolis. Com mais de 150 dias sem chuvas na região, o nível do Rio já está abaixo do normal para esta época do ano, agravado, ainda, pela proliferação dos aguapés. Conforme alertou a reportagem, a planta encontra o habitat propício para sua proliferação em águas poluídas e as consequências é a redução na oxigenação, que pode ocasionar a mortandade de peixes, além de outros desastres ambientais. Para a população da cidade, a possibilidade de redução na captação de água do rio pela Copasa aumenta e o racionamento pode ser adotado a qualquer momento para evitar o desabastecimento. Os registros fotográficos feitos no dia 29 de agosto, comparados com os registros feitos nesta segunda-feira (9), mostram o avanço dos aguapés sobre o leito do Rio. O trecho do Rio entre o Bairro Esplanada e a ponte que liga o Centro ao Bairro Porto Velho, até agora, é o mais atingido pela proliferação da planta.  Segundo um biólogo ouvido pela reportagem, com a redução do nível de água verificado nos últimos dias em razão da seca e o alto grau de poluição, os aguapés proliferam rapidamente e a falta de correnteza impede que o próprio Rio remova a planta. A Prefeitura de Divinópolis informa que está monitorando a situação do Rio. Em nota, a administração municipal disse que “o manejo de plantas aquáticas no Rio Itapecerica ocorre de forma rotineira, é uma atividade executada pela Semsur, que tem como meta principal evitar o efeito tapete no Rio”. Disse ainda que esse ano já foram realizadas “diversas intervenções nesse sentido”. “Estamos monitorando e manejando as plantas, com a estiagem (período de seca) os aguapés aparecem e evoluem mais rápido, porém estamos tratando”.

RIO PARÁ

A situação do abastecimento de água em Divinópolis torna-se ainda mais preocupante, após a declaração de “situação crítica de escassez hídrica superficial” na bacia do Rio Pará, no trecho compreendido entre Conceição do Pará e Divinópolis. Com a declaração, a captação de água do  Rio Pará para abastecimento público foi reduzida em 20% desde o último dia 4. A redução atinge diretamente o abastecimento de 24 cidades da região, entre elas Divinópolis, onde parte da população é abastecida pela captação de água no Rio Pará. Além de Divinópolis, outras oito cidades da base do Sintram foram atingidas pela medida: Igaratinga, Itatiaiuçu, São Sebastião do Oeste, Itapecerica, Carmo do Cajuru, Conceição do Pará, São Gonçalo do Pará e Cláudio. A Prefeitura não respondeu ao pedido feito sobre a possibilidade de racionamento de água, que poderá ocorrer já nos próximos dias. Em nota, a Copasa informou que está avaliando quais municípios podem ser afetados pelo decreto do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) para tomar as medidas necessárias e assim evitar impacto no abastecimento de todas cidades incluídas no trecho de escassez hiídrica. “A Copasa conta também com a compreensão e colaboração da população no que diz respeito ao consumo consciente da água por meio de atitudes simples, mas que fazem muita diferença”, afirma a nota.

A Copasa recomenda:

  • Não lavar o passeio. Em vez disso, usar a vassoura;
  • Usar um balde e não a mangueira para lavar o carro;
  • Tomar banhos rápidos;
  • Molhar plantas com regador e não com a mangueira;
  • Deixar a torneira fechada enquanto escova os dentes ou faz a barba;
  • Na cozinha, também fechar a torneira enquanto ensaboa a louça e, antes de lavá-la, retirar ao máximo os restos de alimentos;
  • Reutilizar a água da máquina de lavar.


Fonte – Comunicação Sintram

Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.
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